Regime natural, curas diversas doenças | 09Set2007 21:02:00
Publicado por: Megatomaz On-Line
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Especialmente indicados em doenças dos aparelhos digestivo e circulatório e nos regimes depurativos. |
Depois de uma lavagem muito cuidadosa e de se terem extraído todas as partes defeituosas, deixam-se escorrer e espremem-se. Se não se dispuser de uma centrífuga, basta uma máquina de picar carne, passado-se depois a massa por um coador de pano. O suco guarda-se imediatamente em recipientes de vidro, porcelana ou barro, que devem ser tapados hermeticamente. Não se devem deitar em recipientes metálicos nem mexer com colheres de metal nem expor à luz. Se os recipientes tiverem sido muito bem limpos, então os sucos conservar-se-ão em boas condições, durante vários dias, num lugar fresco e escuro.
Antes de nos servirmos do suco, deve ser mexido energicamente, para se lhe aproveitar igualmente a parte sedimentada. Em geral, empregam-se os sucos no dia da sua preparação, e o de rábano imediatamente depois de ter sido preparado, pois se decompõe quinze minutos depois de extraído.
Aos lactentes só se devem dar sucos recém-preparados. Os sucos frescos de ervas consomem-se diariamente durante uma temporada, mas sempre diluídos, porque puros não assentam bem e exerceriam um efeito demasiado forte.
Para diluir os sucos frescos, misturam-se com leite, soro de leite, soro de manteiga, sopa de sêmola, na proporção de uma parte de suco por 5 a 8 partes de leite, etc.
Como condimento para sopas, molhos e saladas podem empregar-se sucos puros. Acrescentam à comida o seu grande valor curativo.
b) De frutos: A preparação de sucos frescos de frutas, pela grande riqueza do seu líquido, é ainda mais fácil do que a dos legumes, verduras e especiarias. Das frutas silvestres as que melhor se prestam são as amoras, os maracujás e as framboesas. 500 g de bagas produzem entre 250 e 300 g de suco. Espremem-se as bagas ou esmagam-se, coando-se depois a pasta por um coador ou uma peneira. Este processo para obter sucos de frutas só serve para usos domésticos, como já se disse anteriormente, mas é sempre preferível ao das fábricas, porque estas produzem sempre suco para conserva, o que geralmente diminui o seu valor, embora empregando processos a frio para a esterilização.
Sucos Obtidos por Aquecimento.O segundo método, muito velho, mas ainda bastante útil atualmente para a obtenção de sucos mediante pressão e aquecimento, pode efetuar-se em qualquer lugar sem dispositivos especiais. As bagas, depois de lavadas e enxutas, e de se tirarem os talos e as folhas, e as frutas, uma vez extraídas as sementes e os caroços esmagam-se com um rolo de madeira e depois se aquecem moderadamente durante muito tempo no forno ou cozem-se breve~ mente até formar um purê. Deita-se este num pano, cujas quatro pontas estão presas às pernas de unia cadeira posta ao contrário. Recolhe-se o suco claro gotejante num recipiente (que não seja de metal). Os resíduos cozem-se brevemente em pouca água e apertam-se através do pano. O suco turvo obtido pode empregar-se para sopa, pastas, papas ou doces. Nas frutas sumarentas, como framboesas, morangos e amoras não e preciso aquecimento.
Sucos Obtidos Mediante Vapor.Para o processo de extração de suco pelo vapor, encontram-se a venda diversos tipos de espremedores. A maior parte dos espremedores compõem-se de três elementos: um recipiente com peneira e uma tampa para conter a fruta, um coletor situado imediatamente abaixo do recipiente anterior e um depósito inferior para a água de cocção.
Se não se dispuser de um aparelho deste tipo, pode improvisar-se de, modo muito simples: Deita-se um pouco de água numa panela bem lavada. No fundo coloca-se uni suporte (uma pedra lisa, um prato voltado para baixo, etc.). Sobre qualquer destes objetos põe-se uma terrina ou uma caçarola de barro, de porcelana ou de esmalte (sendo possível com asa) para recolher o suco. Na panela coloca-se um pano lavado, não muito grosso, que tenha sido encharcado pouco antes do seu emprego em água quente, no qual se deitam as frutas. As extremidades do pano apertam-se com uni cordão ou atam-se à tampa, unia vez colocada esta na panela. Assim que a água começar a ferver, o vapor começa a provocar a saída do suco.
As frutas moles, como por exemplo os morangos, precisam de uns vinte e cinco, a trinta e cinco minutos de calor, e a fruta de caroço precisa de sessenta a setenta minutos. Se não se pretende extrair o suco, mas sim aproveitar as frutas para doce ou aplicação análoga, interromper a cocção, passado menos tempo. De resto pode verificar-se quando é necessário extrair o suco e acabar com a extração, quando for conveniente.
Todos os sucos, qualquer que tenha sido o processo de extração, e desde que não sejam imediatamente consumidos nos dias seguintes, nem se destinem a pô-los de conserva sem açúcar, devem ser postos imediatamente em frascos ou garrafas. Os recipientes têm de ser fechados hermeticamente e submetidos a um banho-maria entre 75 a 800, durante trinta minutos (esterilização).
Se se quiser açucarar a fruta, deita-se-lhe o açúcar quando a fruta se põe na panela. Este suco também se deve cozer imediatamente depois da sua extração, deitando-o ainda quente nos recipientes que depois devem ser hermeticamente fechados.
Bastam menos quantidades de açúcar, se este for posto depois da extração do suco. Este é então cozido com o açúcar e deita-se nas garrafas, a cujo engarrafamento hermético se procede imediatamente. A quantidade de açúcar depende da espécie da fruta.
Regimes Depurativos;
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É principalmente na primavera [Europa] que se manifesta em maior grau que todos nós passamos por uma série de estados enfermiços que hoje se chamam - «insuficiências», mas que antigamente se denominavam «impurezas do sangue». Mesmo quando hoje estamos em condições de indicar com exatidão quais são as «insuficiências» à custa de complicadíssimas investigações laboratoriais, as «impurezas do sangue» ou melhor, os «produtos de refugo dos tecidos» e as «misturas de humores» são difíceis ou impossíveis de comprovar e não têm, portanto, a consideração suficiente na medicina oficial.
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Seja como for, não podemos menosprezara idéia muito popular, e expressiva dos «produtos residuais dos tecidos», pois conhecemos numerosos processos de metabolismo, já explicados, pelos quais uma alimentação insuficiente, como é hoje praticamente a de todo o povo civilizado, leva a graves desvios metabólicos e, por isso, a carregar excessivamente as células e os tecidos. As curas de depuração do sangue, que não se destinavam senão a reativar o metabolismo, a normalizá-lo e a estimular as secreções, subsistem, por conseguinte, ainda hoje com suficientes motivos. O incremento do metabolismo significa sempre limpeza e a limpeza continua sempre a ser uma condição prévia para a saúde.
Os caminhos que levam à limpeza do organismo são muitos. Basta recordar as dietas, as curas de sucos de frutas, o regime de vegetais crus, infusões mistas, saladas de ervas silvestres, banho de suor, banhos de assento quentes, banhos romanos e irlandeses e muitos outros. Também o emprego especial e curativo de plantas medicinais, como urtigas, agriões, dentes-de-leão ou margaridas, são possibilidades para fazer frente com eficácia a uma «mistura de humores» e realizar a necessária renovação. Apóiam, portanto, convenientemente os nossos esforços para a distensão e a renovação dos tecidos as lavagens intestinais, a ginástica respiratória, o exercício abundante ao ar livre e a alimentação vegetariana sem sal. Qualquer pessoa pode assim levar a cabo a cura correspondente à sua constituição física, para depurar o seu próprio organismo. Só um perfeito metabolismo é que garante a capacidade de rendimento e a satisfação do esforço.
A Cura de Depuração do Sangue, Tratamento Básico -- A moderna química do metabolismo e numerosas investigações sobre as forças ativas na formação e degradação da hemoglobina levaram à convicção de que a vida dos nossos tecidos orgânicos depende da capacidade de respiração das células e, sobretudo, da capacidade de absorção e expulsão do oxigênio (Prof. Dr. Bingold). Neste processo desempenham, precisamente, um papel importante os fermentos portadores de oxigênio. Se se interromper a cadeia de reações por causa da falta de um fermento, acumula-se um determinado produto do metabolismo diretamente no ponto de ruptura e continuará a formar-se, mas não a transformar-se. Apresenta-se, assim, um produto de metabolismo em excesso, ao passo que faltam outros fatores que devem derivar daquele (Dr. Hellmann). Isto torna compreensível o velho conceito de «produção de resíduos dos tecidos» e de «limpeza do sangue».
O fígado, por ser o maior «laboratório» do metabilismo, precisa anualmente de descanso prolongado com posterior renovação e estímulo de todas as suas numerosas funções por meio de matérias ativas, tais como as que existem nos sucos de plantas e frutas, ervas medicinais, verdura e saladas, na forma mais natural e agradável.
Toda a limpeza do sangue e dos tecidos deve ser precedida convenientemente de uma limpeza intestinal, pois está demonstrado que o intestino, se funcionar defeituosamente, se pode converter num foco de grave infecção, chegando a provar-se a presença no sangue, em tais casos, de matérias tóxicas procedentes do metabolismo, como fenol, indol e cresol, numa concentração análoga à que se produziria por envenenamento exterior. Estaríamos, assim, diante de uma autointoxicaçao intestinal.
A riqueza em sal conduz, também, à hidratação dos tecidos e, por sua vez, à obstrução dos processos de combustão, dando assim lugar à acumulação de resíduos do metabolismo.
Como as curas de limpeza de sangue estimulam consideravelmente todos os órgãos de eliminação de produtos de refugo, e os sucos de frutas e verduras frescas fornecem suficiente material de combustão e eliminam o sal pela sua abundância em potássio, tornam-se muito bons e próprios para evitarmos graves enfermidades, a velhice prematura e a caquexia.
Normas Para um Regime Depurativo do Sangue -- A principal condição para o seu êxito é a transformação de toda a alimentação e muitas vezes também do modo de vida que a pessoa leva. Durante uma temporada de quatro a seis semanas, devem limitar-se, ou suprimir-se mesmo, todos os alimentos que formem ou contenham ácido úrico, como carne, ovos, queijo, café e chá. São eficazes a fruta fresca, incluindo limões e laranjas, os sucos, as infusões de ervas, a chucrute (couve fermentada) crua, o leite coalhado e o iogurte. Todas as medidas deste tipo teriam pouco resultado se não se conseguisse um funcionamento totalmente normal do intestino. Tomar antes de cada refeição um copo de suco de maçã consegue quase sempre fomentar a atividade intestinal. O consumo regular de leite coalhado e de iogurte normaliza o depósito de bactérias no estômago, de modo que se produz um reforço e reavivamento consideráveis da capacidade digestiva, evitando a absorção de produtos metabólicos tóxicos. A limpeza intestinal e a regularização da função intestinal equivalem sempre à limpeza do sangue.
Regime Para Combater o Cansaço e a Obesidade -- Ouve-se dizer com muita freqüência, sobretudo as senhoras, o preocupado comentário de que estão a engordar, acrescentando quase sempre que não é por excesso de comida, pois raramente satisfazem completamente o apetite. Mas a verdade é que o peso continua a aumentar. Também não se pode ocultar por mais tempo o desaparecimento da «bela linha», por mais cintas e espartilhos que se usem.
A isto junta-se, com freqüência, a sensação de menor capacidade de rendimento. É, precisamente, nas primeiras horas da manhã que os membros parecem estar adormecidos e uma sensação de angústia paralisa a vontade, e é com dificuldade que se efetua o trabalho diário.
Recorre-se, em geral, a uma xícara de café ou a uma xícara de chá para fazer desaparecer estes sintomas tão molestos. Mas a verdade é que enquanto necessitarmos de tais excitantes para conservar devidamente a nossa capacidade de redimento, é sinal de que os órgãos do nosso corpo não estão sãos. Não devemos suprimir os sintomas, mas sim perguntar a que são devidos.
Que fazer, então?
Recordemos os métodos aprovados por uma grande experiência que, pelo seu efeito externo ou interno, ajudam o organismo a desfazer-se da acumulação excessiva de gorduras e a eliminar a produção de resíduos metabólicos. Os sucos externos, como massagens, ginástica, banhos e curas de transpiração, conservam sempre o seu grande valor. Como uso interno, efetuemos uma das curas depurativas do sangue, cumprida a rigor, servirá também de cura para emagrecer.
Freqüência de Lombrigas Intestinais -- Os casos graves de cansaço estão relacionados freqüentemente com a presença de parasitas no intestino e com insuficiência de vitamina C. O ensino que deve ser tirado é que nos casos de grande cansaço, entre os indubitavelmente devidos a simples insuficiência vitamínica, cumpre ter presente a possibilidade de parasitas intestinais. O estado de fadiga que se pode observar é evidentemente conseqüência da destruição da vitamina C pelos parasitas.
0 que nestes casos pode ser de muita utilidade são as ervas, muita fruta fresca, salada crua diária, cebolas, alhos, salsa e muitas cenouras que expulsam e afastam os parasitas. No caso da presença de lombrigas em grande quantidade deve-se recorrer a consulta e tratamento médico.
O jejum Como Meio de Cura -- O jejum é realmente o regime dietético mais rigoroso, mas também a medida terapêutica mais comum a todas as enfermidades. O Dr. Heun insiste na observação de que o jejum fortalece a intuição e dá uma idéia mais exata das circunstâncias, como também das sensações internas, das impressões e das imaginações. É este o mais profundo sentido e a razão por que todas as religiões praticam o jejum. Quer dizer que as prescrições religiosas do jejum servem não só de exercício ascético e para fortalecer a vontade, como também para a manutenção da saúde do corpo.
Os jejuns rigorosos e prolongados devem ser feitos sob vigilância médica ou, melhor ainda, em qualquer estabelecimento de regimes dietéticos. As curas costumam durar, em média, de uma a três semanas. No dia anterior ao início do jejum, já se devem restringir consideravelmente os alimentos na quantidade, mantendo depois um regime à base de um litro de infusão de ervas diário, sucos de frutas e de legumes e mais uma pequena quantidade de alimentos. A opinião do médico em determinadas curas à base de sucos e de infusões pode ser essencial. Durante o tempo do tratamento, administrar diariamente de manhã uma infusão de camomila, e ao meio-dia qualquer coisa quente para tonificar o corpo. Ao mesmo tempo, deve cuidar-se diligentemente da limpeza da boca. Passeios diários e estadias ao ar livre servem para regular as secreções cutâneas. Lavagens completas de manhã e ao entardecer e um banho semanal com folhas de pinheiro de curta duração, durante o tempo que durar a cura, facilitam enormemente os processos de eliminação.
0 regime de jejum é recomendado nas seguintes doenças, especialmente nas de tipo crônico: angina de peito, asma bronquial, asma cardíaca, alterações da tensão arterial, afecções do sistema circulatório, especialmente nas que decorrem com espasmos nos vasos, varizes, obesidade, reumatismo articular, hemorróidas, alterações cutâneas, especialmente eczemas, doenças crônicas do estômago e dos intestinos, particularmente nos casos de prisão de ventre, enxaquecas, inflamações agudas dos rins, nas alterações renais da gestação, na pré-eclampsia e eclampsia, nas periodontoses, nas alterações do metabolismo e das glândulas de secreção interna, em numerosas afecções nervosas, nos cálculos, nas feridas e úlceras malignas, em doenças com febre e de curta duração, como anginas, gripe, etc.
Não é indicado este processo terapêutico nas doenças orgânicas graves e de curso geral, como os tumores malignos, tuberculose, diabetes, alterações graves das células renais ou hepáticas ou em afecções agudas do coração. Em tais casos pode ser muito útil uma cura de jejum de pequena duração, sob o controle direto do médico.
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O princípio fundamental de toda a preparação culinária num regime dietético curativo é o emprego exclusivo de alimentos em perfeitas condições e em todo o seu valor, porque só assim têm transcendência vital. A segunda premissa, não menos importante, tanto para o regime cru como para o de cocção, é uma técnica culinária de preservação do valor dos alimentos. |
1 . Em lugar de sal refinado, empregar sempre sal marinho.
2. Em lugar de farinha de trigo, utilizar na medida do possível farinha integral.
3. Em lugar dos óleos refinados, mais correntes no mercado, empregar, o mais possível, óleos vegetais obtidos a frio (de oliveira, de sementes de girassol, de milho).
4. Em lugar de açúcar refinado, consumir na medida do possível mel, ou melado. O açúcar refinado só se deve considerar como meio conservador e como condimento.
5. Em lugar de gelatina de origem animal, utilizar agar-agar vegetal. Para 1 litro de líquido usamos 12 a 14 folhas de gelatina ou 6 a 8 g de agar-agar.6. Tanto quanto possível não se devem cozer os legumes, mas devem ser rapidamente refogados ou expostos ao vapor.
7. As saladas devem ser preparadas imediatamente antes de serem servidas, condimentando-as com limão em vez de vinagre.
8. Toda a fruta deve ser cuidadosamente lavada antes de ser consumida, de preferência em água corrente.
9. Cozer as batatas, na medida do possível, com a casca.
10. Os pratos de cereais frescos são, ao lado do pão integral e flocos de cereais, a melhor forma de ingerir cereais.
11. As conservas e os alimentos preparados sob qualquer forma só devem ser utilizados quando não for possível obter outros alimentos frescos, pois são sempre produtos comestíveis de segunda ordem.
12. Não tomar nenhuma refeição que não seja acompanhada de qualquer alimento cru.
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Deve o Tuberculoso «Nadar em Gordura»? -- Como a tuberculose se tem contado sempre entre as doenças infecciosas crônicas «consumptivas», predominou durante muito tempo o critério de que os tuberculosos deviam comer o mais possível. Mas, pensando-se assim, esquecia-se que a defesa contra a infecção estendia até ao máximo as forças do organismo e que, portanto, a superalimentação não só era inútil como também viria a ser prejudicial com a conseqüente carga no metabolismo e na circulação. Os casos excepcionais em que se indica uma «cura de engorda», ordenada e controlada por médico, nada indicam.
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Mantém-se hoje o critério de que o tuberculoso deve ser perfeitamente alimentado, isto é, pelo modo mais natural e prudente possível, deixando que a quantidade consumida esteja de acordo com o apetite.
A Alimentação Fundamental do Tuberculoso -- Com respeito ao tipo de alimentação que o tuberculoso deve consumir para se alimentar, muito se tem escrito e continuará a ser tema para mais escritos. Alguns autores julgam conveniente o consumo abundante de hidrocarbonatos, ao passo que outros aconselham a sua redução. Também não falta quem aconselhe muita carne, ao passo que outros, pelo contrário, indicam um regime rigorosamente vegetariano ou exclusivo em vegetais crus. Para alguns outros, é favorável o efeito do metabolismo de minerais, ao passo que para outros, é prejudicial.
Durante muito tempo pareceu que nunca se poderiam estabelecer normas gerais acertadas para a alimentação dos tuberculosos. Mas, pouco a pouco, foram-se tornando mais claras algumas características.
Considera-se geralmente necessária e eficaz uma alimentação rica em vitaminas e, sobretudo, em cálcio, para o que se deve insistir em que, juntamente com o consumo de vegetais, legumes, fruta, manteiga e óleo de fígado de bacalhau, não é necessário acrescentar vitaminas na forma de medicamentos, pois inclusive esse excesso pode tornar-se prejudicial. Se a alimentação contiver leite e queijo branco em abundância, Já se consegue o cálcio suficiente. Como é natural, o leite e os seus produtos devem proceder de animais não tuberculosos, embora esta exigência seja difícil de satisfazer na prática. O consumo de cálcio puro carece de sentido se não for retido pelo organismo. A fixação do cálcio nos tecidos consegue-se mediante o óleo de fígado de bacalhau (rico em vitamina D3), a luz solar e os raios ultravioletas. O regime sem sal conseguiu os seus maiores êxitos na tuberculose cutânea e óssea.
Para o cumprimento do regime faremos referência ao que se disse sobre o regime sem sal no capítulo, sobre doenças da circulação.
O Regime Sem Sal Como Tratamento Básico -- Não se deve concluir de tudo isto a idéia de que um regime rico em vitaminas, cálcio e fermentos, assim como pobre em sal, leve por si só à cura da tuberculose nas suas diversas modalidades. Mas este regime deve ser sempre o tratamento básico. Deve criar sempre e em cada caso as melhores condições prévias para o restante tratamento climatológico, medicinal e, em determinados casos, cirúrgico, devendo ser sempre decidido pelo médico o que há a fazer. A tuberculose da pele (lupus vulgar) cura-se muitas vezes só com a alimentação sem sal. Mas hoje não se deve deixar de adicionar também a vitamina D2 ou D3, em forma de comprimidos, cujos excelentes resultados já estão confirmados, ou qualquer outro produto antituberculoso moderno, cuja eficácia fica reforçada pela vitamina B2 (lactoflavina).
Outros Elementos Necessários Para a Alimentação na Tuberculose -- É também importante o conteúdo em ferro do regime alimentar dos tuberculosos. No desenvolvimento da infecção tuberculosa, como no de qualquer outra infecção, produz-se maior necessidade de ferro, pela atividade dos tecidos defensivos (o denominado sistema retículo-endotelial. A análise do teor em ferro do sangue permite inclusive obter conclusões a respeito da atividade do processo. Quando esta é considerável, torna-se menor o teor de ferro do plasma sanguíneo, e à medida que as melhoras vão aumentando a proporção vai-se tornando normal. A necessidade de mais ferro, evidente nos tuberculosos, obriga à introdução constante, prudente e natural de ferro no organismo o que se consegue escolhendo alimentos convenientes, como maçãs, morangos, uvas, ameixas, urtigas, saladas de alfaces, espinafres, aspargos, cevada, aveia, centeio, milho, lentilhas, rabanetes e cenouras.
Os Tratamentos Cirúrgico, Físico e Farmacológico na Tuberculose -- O tratamento cirúrgico da tuberculose tem um campo de ação claramente delimitado que uma grande experiência tem criado. O tratamento medicinal, mediante específicos modernos que combatem os bacilos, tem atingido um grande nível nos últimos anos, demonstrando que aqueles podem ser destruídos pelos remédios farmacêuticos. Estas possibilidades de cura ficam completas com o tratamento de raios solares e pelo moderno critério dietético, mediante uma alimentação integral, natural e prudente. Um método nada significa por si só, pois fica condicionado e completado por outro. Só quando a alimentação acertada estimula as forças defensivas do corpo é que os específicos antituberculosos e os raios solares ou, no seu caso, a intervenção cirúrgica, podem atacar o foco purulento tuberculoso isolado para que, finalmente, o corpo vença a grave enfermidade.
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Necessidade de Sal em Proporção Ínfima
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Temos, assim, de voltar ao produto natural, isto é, ao sal mineral, como se emprega normalmente na Rússia, ou da água do mar, que contém em equilíbrio fisiológico os sais minerais de que necessitamos. Ao passo que Brauchle aconselha a não empregar, em casa, por dia e por pessoa mais de dois gramas de sal comum, Kollath, por sua vez, diz que só com um consumo de pão de trezentos a quatrocentos gramas fica totalmente coberto o consumo necessário de sal, mesmo calculando-o em sete ou oito gramas diários, visto o pão conter dois por cento de sal comum. Outros autores só aconselham um a dois gramas por dia. Embora estes algarismos no sentido de uma nutrição sã devam ser considerados insuficientes, podem, contudo, completar-se com sal integral, sal do mar, ou água do mar, para satisfazer a «necessidade natural de sal». O sal do mar, além do cloreto de sódio, também contém potássio, cloreto de cálcio e cloreto de magnésio, que se mantêm em equilíbrio biológico, assim como os «oligoelementos», substâncias estas cujo verdadeiro significado ainda não é totalmente conhecido, mas que se consideram absolutamente essenciais para a vida. |
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Danos Devidos ao Sal
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Depois de o sal ter sido absorvido na corrente circulatória, dissocia-se, em grande parte, a combinação de cloro e sódio, exercendo, separadamente, os seus próprios efeitos. Ao passo que o átomo de cloro é rapidamente combinado por outras substâncias e resulta inócuo, entrando a formar parte do ácido clorídrico do estômago, pelo contrário o átomo livre de sódio, ao combinar-se com o hidrogênio, exerce notáveis efeitos tóxicos. Se dermos a uma criança de peito, de um a três gramas de sal, reagirá com uma subida de temperatura. Mas também os adultos, depois de vários meses de consumo excessivo de sal, sofrem fortes efeitos em todas as funções orgânicas e dos tecidos, produzindo-se gengivite, catarro estomacal ou intestinal, hemorragia hemorroidal, enxaqueca e inflamações nas mucosas. Os «males do sal» são devidos, ao que parece, de modo geral a uma perturbação dos tecidos conjuntivos. Como o vital significado do tecido conjuntivo se tem salientado novamente através das modernas investigações sobre o câncer, pode calcular-se o grave dano que nele pode causar o sal. Numa série de enfermidades correntes e graves do coração, fígado e rins, assim como no edema da gravidez, conhece-se e aproveita-se diariamente o efeito curativo da supressão total do consumo de sal. Há meio século, dois médicos franceses observaram que rios doentes de hipertensão, esta baixava para o normal, quando se lhes suprimia o sal. Há trinta anos, ocuparam-se os médicos norte-americanos desta observação e puderam comprová-la depois de algumas investigações, embora com resultados desiguais. .Hoje o regime alimentar sem sal faz parte principal do tratamento dos doentes do coração, e principalmente dos doentes do sistema circulatório, assim como dos rins, fígado, pele e pulmões. Os alimentos sem sal (arroz e frutas) podem fazer milagres na hipertensão e nas doenças cardíacas. Mas ainda não sabemos se é só neste problema do sal que está a chave para a solução das numerosas incógnitas que a hipertensão nos levanta.
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Utilização do Sal |
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Uma coisa está bem clara: muito sal puro não favorece o nosso organismo. Devemos, pois, reduzir o seu consumo ao mínimo ou, melhor ainda, substituí-lo pelo sal integral ou do mar. O sal, como tal, não é necessário para viver, embora o sejam os seus componentes: o cloro e o sódio; mas o sal não é a única fonte destes elementos. Nesta questão do sal de mesa não nos queremos mostrar partidários nem esquecer que o sal em numerosas circunstâncias costuma ser incluído na medicina, sobretudo quando o corpo, no decorrer de uma enfermidade, tiver perdido grande quantidade de água, produzindo-se então quase sempre maior perda, de sódio e de cloro. É o que acontece nos vômitos fortes e persistentes, como conseqüência de uma contração dos músculos do estômago (estenose pilórica da criança de peito) ou estreitamento por doença da saída do estômago (úlcera de duodeno e estômago), em casos de diarréias intensas, como conseqüência de catarro gástrico ou intestinal e em casos de grande sudoração, como ocorre em muitas doenças infecciosas. Para o tratamento dos doentes addisonianos são necessárias elevadas tomadas de sal de cozinha, de dez a vinte ou mais gramas. Tampouco deve um diabético alimentar-se com pouco sal, porque isso afeta a ação da insulina.
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