Cristo Como Segundo Adão | 28Out2007 09:14:00
Publicado por: Megatomaz On-Line
"Porque convinha que Aquele, para quem são todas as coisas e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse, pelas aflições, o Príncipe da salvação deles." Heb. 2:10.
"E, sendo Ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que Lhe obedecem." Heb. 5:9.
"Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque, naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados." Heb. 2:17 e 18.
"Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." Heb. 4:15.
Satanás tem estado em guerra com o governo de Deus desde sua primeira rebelião. Seu êxito em tentar a Adão e Eva no Éden, e em introduzir o pecado no mundo, tem encorajado a este arquiinimigo; tinha-se envaidecido orgulhosamente diante dos anjos celestes de que, quando Cristo aparecesse,
tomando a natureza humana, seria mais fraco do que ele e que iria subjugá-Lo pelo seu poder.
Exultava de que Adão e Eva no Éden não resistiram às suas insinuações, quando apelou para o apetite. Os habitantes do mundo antigo ele dominou da mesma maneira pela condescendência com o apetite, lascívia e paixões corruptas. Por meio da satisfação do apetite derrotou os israelitas. Vangloriava-se de que mesmo o Filho de Deus, que esteve com Moisés e Josué, não foi capaz de resistir ao seu poder e guiar a Canaã o povo favorecido por Sua escolha, pois quase todos os que deixaram o Egito morreram no deserto; também tentou o manso Moisés, a tomar para si a glória que pertencia a Deus. Davi e Salomão, que foram especialmente favorecidos por Deus, induziu-os por meio da condescendência com o apetite e paixão a incorrer no desagrado de Deus. Orgulhava-se de que ainda poderia ter êxito em frustrar o propósito de Deus na salvação do homem através de Cristo.
Na tentação do deserto, Cristo esteve sem alimento por quarenta dias. Moisés, em situações especiais, também ficou por um longo período sem alimentação. Mas ele não sentiu as angústias da fome. Não foi tentado e atormentado pelo vil e poderoso inimigo como foi o Filho de Deus. Estava acima do humano, especialmente mantido pela glória de Deus, a qual o envolvia.
Os Efeitos Terríveis do Pecado Sobre o Homem
Satanás teve tanto êxito em enganar os anjos de Deus e arruinar o nobre Adão, que pensava que seria bem-sucedido em vencer a Cristo na Sua humilhação. Olhava com exultação para o resultado de suas tentações e o aumento do pecado em continuada transgressão da lei de Deus por mais de quatro mil anos. Ele causou a ruína de nossos primeiros pais e trouxe o pecado e a morte ao mundo, arruinou multidões em todas as eras, países e classes. Pelo seu poder tem controlado cidades e nações até que seus pecados provocassem a ira de Deus para destruí-los pelo fogo, água, terremotos, fome, espada, e pestilência. Por sua sutileza e infatigáveis esforços tem ele controlado o apetite, despertado e reforçado as paixões a um ponto tão temerário que tem desfigurado e quase obliterado a imagem de Deus no homem. Sua dignidade física e moral foi destruída a tal ponto que apresentava uma pálida semelhança de caráter e nobre perfeição da dignidade de Adão no Éden.
Antes do primeiro advento de Cristo, Satanás rebaixara o homem de sua exaltada pureza original, ofuscando com o pecado aquele caráter áureo. O homem a quem Deus criou como soberano no Éden transformou-se em escravo na Terra, gemendo sob a maldição do pecado. A auréola de glória, dada por Deus ao santo Adão para cobri-lo como vestimenta, foi dele tirada após a transgressão. A luz da glória de Deus não podia cobrir à desobediência e o pecado. Em lugar da saúde e plenitude de bênçãos, a pobreza, as doenças e os sofrimentos de todo tipo tornaram-se a porção dos filhos de Adão.
Satanás, através do seu poder sedutor tem levado o homem à vã filosofia, a questionar e finalmente descrer da revelação divina e da existência de Deus. Olhou de todos os lados para um mundo de moral baixa e expôs a humanidade à condenação do pecado por um Deus vingativo, com cruel triunfo, sendo bem-sucedido em obscurecer o caminho de muitos, levando-os a transgredir a lei de Deus. Revestiu o pecado com agradáveis atrativos para assegurar a ruína de muitos.
Mas o seu mais bem-sucedido plano para enganar o homem tem consistido em ocultar seus propósitos reais e seu verdadeiro caráter, representando-se a si mesmo como amigo do homem, um benfeitor. Ele corteja os homens com o agradável enredo de que não existe inimigo rebelde e mortal de quem eles necessitem precaver-se e de que a existência de um diabo pessoal é tudo ficção; e enquanto esconde a sua existência, está reunindo milhares dos que estão sob seu controle. Está enganando a muitos, como tentou enganar a Cristo, dizendo que é um anjo do Céu, fazendo bom trabalho pela humanidade. As massas encontram-se tão cegas pelo pecado que não podem discernir as artimanhas de Satanás, honrando-o como anjo celestial, enquanto está operando sua eterna ruína.
Fonte: No deserto da tentação Ellen white
































