Cristo Não Operou Milagres Para Si Mesmo | 28Out2007 09:37:00

Publicado por: Megatomaz On-Line

http://www.maeperegrina.com.br/artigos/jesus-cura.jpg Ele ( Satanás) chamou a atenção de Cristo para a sua própria aparência atrativa, vestido de luz e forte em poder. Afirmava ser um mensageiro direto do trono do Céu. Declarava que tinha o direito de exigir de Cristo evidências de ser Ele o Filho de Deus. Satanás estava decidido a descrer, se possível, das palavras que foram dirigidas dos Céus ao Filho de Deus por ocasião do Seu batismo. Determinou vencer a Cristo e se possível construir o seu próprio reino e assegurar sua vida. A primeira tentação que Satanás trouxe sobre Cristo referia-se ao apetite. Nesse ponto tinha domínio quase completo sobre o mundo, sendo suas tentações adaptadas às circunstâncias e ambientes de Cristo, de tal maneira que eram quase insuportáveis.

Cristo poderia ter operado um milagre em Seu benefício; contudo, isso não estaria de acordo com o plano da salvação. Os muitos milagres na vida de Cristo demonstraram Seu poder de operar milagres em benefício da humanidade sofredora. Por um milagre de misericórdia Ele alimentou de uma só vez cinco mil, com cinco pães e dois peixinhos. Portanto, Ele tinha poder para operar milagres e saciar Sua própria fome. Satanás lisonjeava-se a si mesmo de que poderia levar Cristo a duvidar das palavras faladas do Céu por ocasião do Seu batismo. Se ele pudesse tentá-Lo a questionar Sua filiação e a duvidar da verdade das palavras faladas por Seu Pai, ganharia uma grande vitória.

Encontrou a Cristo no desolado deserto, sem companheiros, sem alimento, e sofrendo. O ambiente era o mais melancólico e repulsivo. Satanás sugeriu a Cristo que Deus não deixaria Seu Filho nesta condição de necessidade e sofrimento. Esperava abalar a confiança de Cristo em Seu Pai, o qual havia permitido que Ele chegasse a esta condição de extremo sofrimento no deserto onde pés de homem algum já haviam pisado. Satanás ansiava poder insinuar dúvidas quanto ao amor do Pai pelo Filho, encontrando abrigo na mente de Cristo e sob a força do desespero e da fome extrema, Ele exerceria o poder miraculoso em Seu próprio favor, libertando-Se das mãos do Pai celeste. Isso, realmente, era uma tentação para Cristo.

Mas Ele não a acalentou por um momento. Não duvidou por um instante sequer do amor do Pai celestial, ainda que enfraquecido por inexprimível angústia. As tentações de Satanás, posto que preparadas com muita perícia, não abalaram a integridade do querido Filho de Deus. Sua confiança repousava em Seu Pai, e não podia ser abalada. Não Discutia com a Tentação

Jesus não condescendeu em explicar ao Seu inimigo que Ele era o Filho de Deus e como tal, de que maneira devia agir. De modo insultuoso e escarnecedor Satanás se refere à presente fraqueza e aparência decaída de Cristo, em contraste com sua força e glória. Insultava a Cristo como sendo um representante muito pobre dos anjos, quanto menos de seu exaltado Comandante, o reconhecido Rei nas cortes reais, e que Sua presente aparência indicava que Ele estava esquecido de Deus e do homem. Disse que se Cristo fosse na verdade o Filho de Deus, o rei do Céu, teria poder igual ao de Deus e deveria dar-lhe uma evidência disto aliviando Sua fome mediante a operação de um milagre, transformando em pão a pedra que estava aos Seus pés. Satanás prometeu que se Cristo fizesse isto, ele se submeteria imediatamente às Suas reivindicações de superioridade, e que a luta entre ele e Cristo terminaria para sempre.

Cristo não deu atenção às insinuações injuriosas de Satanás. Não Se sentiu provocado a dar-lhe provas de Seu poder, mas mansamente suportou os seus insultos sem retaliação. As palavras proferidas do Céu por ocasião do Seu batismo foram preciosas evidências para Ele de que Seu Pai aprovava as pegadas que Ele estava seguindo no plano da salvação, como substituto e fiador do homem. A abertura dos Céus e o descer da pomba celeste eram confirmações de que o Pai uniria Seu poder no Céu ao de Seu Filho na Terra, para socorrer o homem contra o domínio de Satanás, e de que Deus aceitara os esforços de Cristo para ligar a Terra ao Céu, e o homem finito ao infinito Deus.

Os sinais recebidos do Pai eram expressivamente preciosos para o Filho de Deus, ao longo de todos os Seus severos sofrimentos e o terrível conflito com o comandante rebelde. Enquanto suportava a prova de Deus no deserto e durante todo o Seu ministério, Ele não tinha nada a fazer para convencer a Satanás do Seu poder e de que Ele era o Salvador do mundo. Satanás tinha suficiente evidência de Sua exaltada posição. Sua má vontade em atribuir a Jesus a honra que Lhe era devida e manifestar submissão como um subordinado, desenvolveu-se em rebelião contra Deus e resultou em sua expulsão do Céu.

Não era parte da missão de Cristo exercer o Seu poder divino em Seu próprio benefício, para aliviá-Lo do sofrimento. Este Ele voluntariamente tomou sobre Si. Condescendeu em tomar a natureza humana e deveria sofrer as inconveniências, doenças e aflições da família humana. Não deveria operar milagres por Sua própria conta; veio para salvar os outros. O objetivo de Sua missão era trazer bênçãos, esperança e vida aos aflitos e opressos. Veio para carregar aflições e os fardos da humanidade sofredora.

Apesar de Cristo estar sofrendo os agudíssimos tormentos da fome, Ele resistiu à tentação. Expulsou a Satanás com a mesma passagem que Ele tinha dado a Moisés para reiterar ao rebelde Israel quando sua alimentação era escassa e eles clamavam por carne, no deserto: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus." Mat. 4:4. Nesta declaração e também por Seu exemplo, Cristo mostrava ao homem que a fome por alimento material não era uma grande calamidade que pudesse derrubá-Lo. Satanás insinuou aos nossos primeiros pais que o comer do fruto que Deus proibira iria trazer-lhes grandes vantagens e os tornaria seguros contra a morte, justamente o oposto do que Deus lhes havia declarado: "Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Gên. 2:17. Se Adão tivesse sido obediente, não teria conhecido a pobreza, a necessidade, nem a morte.

Se o povo que viveu antes do Dilúvio tivesse obedecido à Palavra de Deus, não teria perecido nas águas diluvianas. Se os israelitas tivessem obedecido à Palavra de Deus, Ele teria derramado sobre eles bênçãos especiais. Mas eles caíram, em conseqüência da condescendência com o apetite e paixão. Não foram obedientes à Palavra de Deus.

A condescendência com o apetite pervertido os levou a numerosos e graves pecados. Se eles tivessem considerado primeiramente os reclamos de Deus e depois as suas necessidades físicas em submissão à escolha, por Deus, do alimento apropriado para eles, certamente nenhum deles teria sucumbido no deserto. Teriam sido estabelecidos na boa terra de Canaã, como um povo santo e feliz, sem nenhum indivíduo fraco em todas as suas tribos.

O Salvador do mundo tornou-Se pecado pela humanidade. Ao tornar-Se substituto do homem, não manifestou Seu poder como Filho de Deus, mas enfileirou-Se entre os filhos dos homens. Deveria suportar a prova da tentação como homem, em favor do homem, sob as mais difíceis circunstâncias, e deixar um exemplo de fé e perfeita confiança em Seu Pai celestial. Cristo sabia que o Pai Lhe supriria alimento quando fosse para Sua glória. Nesta severa provação, quando a fome O pressionava além da medida, não diminuiria prematuramente uma partícula da prova que Lhe foi dada, exercendo o Seu divino poder.

O homem caído, quando colocado em apuros, não tem poder para operar milagres em seu próprio benefício, a fim de salvar-se a si mesmo da dor ou angústia, ou obter vitórias sobre seus inimigos. Era propósito de Deus testar e provar a humanidade e dar-lhe a oportunidade de desenvolver o caráter, levando-a freqüentemente a situações de prova, para testar sua fé e confiança no Seu amor e poder. A vida de Cristo era de uma conduta perfeita. Estava sempre ensinando ao homem, por Sua palavra e exemplo, que ele devia depender de Deus e que nele deveria depositar sua fé e firme confiança.

Cristo sabia que Satanás é mentiroso desde o princípio e que requeria muito domínio próprio ouvir as proposições desse enganador insultante sem repreendê-lo imediatamente por causa de sua audaciosa presunção. Satanás estava na expectativa de que o Filho de Deus, em extrema fraqueza e agonia de espírito, dar-lhe-ia uma oportunidade para obter vantagens sobre Ele, provocando-O a empenhar-Se em controvérsia com ele. Deliberou perverter as palavras de Cristo e arrogar vantagem, buscando o auxílio dos anjos caídos a fim de usar todo o seu poder para prevalecer contra Ele e dominá-Lo.

O Salvador do mundo não tinha controvérsia com Satanás, já expulso do Céu porque não mais merecia ficar lá. Aquele que influenciou os anjos de Deus contra o Seu Supremo Governador e contra Seu Filho, o amado Comandante, e recrutou a simpatia deles para si mesmo, era capaz de qualquer engano. Por quatro mil anos ele tinha estado guerreando contra o governo de Deus e não perdera nada de sua habilidade ou poder para tentar e enganar.

Vitória por Meio de Cristo

Sendo que o homem caído não podia vencer a Satanás na sua força humana, Cristo veio das cortes reais do Céu para ajudá-lo com Sua força humana e divina combinadas. Cristo sabia que Adão no Éden com suas vantagens superiores podia ter enfrentado as tentações de Satanás e tê-lo vencido. Igualmente sabia que não era possível ao homem fora do Éden, separado da luz e do amor de Deus desde a queda, resistir às tentações de Satanás na sua própria força. Para trazer esperança ao homem e salvá-lo da completa ruína, Ele humilhou-Se a ponto de tomar a natureza humana, combinando o Seu poder divino com o humano, a fim de que pudesse alcançar o homem onde ele estava. Ele obteve para os caídos filhos e filhas de Adão a força, que por si mesmos é impossível obter, mas em Seu nome poderiam vencer as tentações de Satanás.

O exaltado Filho de Deus, ao assumir a humanidade, aproximou-Se do homem, ficando como o Substituto do pecador. Identificou-Se com os sofrimentos e aflições dos homens. Foi tentado em todos os pontos como o homem é tentado, para que pudesse socorrer àqueles que seriam tentados. Cristo venceu em lugar do pecador.

Jacó, na noite de sua visão, contemplou a Terra ligada ao Céu por uma escada que alcançava o trono de Deus. Ele viu os anjos de Deus, vestidos com vestimentas de brilho celestial, descendo do Céu e subindo ao Céu nessa luminosa escada. O pé da escada repousava na Terra, enquanto o seu topo alcançava o mais alto dos Céus, tocando no trono de Jeová, O brilho do trono de Deus irradiava pela escada abaixo e refletia uma luz de glória inexprimível sobre a Terra.

Essa escada representava a Cristo, que abriu a comunicação entre a Terra e o Céu.

Na humilhação de Cristo, Ele desceu às mais profundas misérias humanas, em simpatia e compaixão pelo homem caído, que era representado por Jacó, num dos lados da escada, que tocava a Terra, enquanto o topo da escada, que alcançava o Céu, representava o poder divino de Cristo segurando o Infinito, e assim unia a Terra ao Céu e o homem finito ao infinito Deus. Através de Cristo a comunicação está aberta entre Deus e o homem. Anjos podem ir e vir do Céu à Terra, com mensagens de amor ao homem caído, e ajudar aqueles que herdarão a salvação. É através de Cristo, unicamente, que os mensageiros celestes assistem aos homens.

Adão e Eva, no Éden, foram colocados sob circunstâncias bem favoráveis. Tinham o privilégio da comunhão com Deus e os anjos. Estavam livres da condenação do pecado. A luz de Deus e dos anjos estava com eles e ao redor deles. O Autor da vida era o seu professor. Mas eles caíram sob o poder e tentações do manhoso inimigo. Por quatro mil anos Satanás tinha trabalhado contra o governo de Deus e obtivera força e experiência de tal prática.

Os homens caídos não tinham as vantagens de Adão no Éden. Tinham estado separados de Deus por quatro mil anos. A sabedoria para entender e o poder para resistir às tentações de Satanás tinham-se tornado cada vez menores. Até parecia que Satanás reinava triunfantemente sobre a Terra.

O apetite e a paixão, o amor ao mundo e os pecados insolentes foram as grandes ramificações do mal, das quais cresceram muitas espécies de crime, violência e corrupção. Satanás foi vencido no seu objetivo de dominar a Cristo consoante ao apetite. E aqui, no deserto, Cristo alcançou a vitória em favor da humanidade, justamente no ponto do apetite, tornando possível ao homem, no tempo futuro, em Seu nome, vencer a força do apetite em seu próprio benefício.

Fonte; No deserto da tentação; Ellen White


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