Uma conferência significativa. | 24Fev2008 09:56:00


Alguns anos antes da Conferência Geral de Minneápolis, várias vezes, foram publicadas mensagens à igreja que indicavam que o alto clamor viria duma maneira inesperada e surpreendente.
“A menos que os que em... podem ajudar sejam despertados ao senso de seu dever, não reconhecerão a operação de Deus quando se fizer ouvir o alto clamor do terceiro anjo. Quando irradiar a luz para iluminar a terra, em vez de virem em auxílio do Senhor, desejarão cercear Sua obra para atender às suas acanhadas idéias. Permiti-me dizer-vos que o Senhor trabalhará, nesta última obra, de um modo muito fora da ordem comum das coisas e de um modo que será contrário a qualquer plano humano. Haverá entre nós os que sempre desejarão dominar a obra de Deus, para ditar até que movimentos se farão quando a obra avançar sob a direção do anjo que se une ao terceiro anjo na mensagem a ser dada ao mundo. Deus usará maneiras e meios pelos quais se verá que Ele está tomando as rédeas em Suas próprias mãos. Surpreender-se-ão os obreiros com os meios simples que Ele usará para efetuar e aperfeiçoar Sua obra de justiça. Aqueles, que são considerados bons obreiros, necessitarão apegar-se mais a Deus, necessitarão do toque divino. Precisarão beber, de maneira mais profunda e contínua, da fonte da água viva, a fim de poderem discernir a obra de Deus em cada ponto. Podem os obreiros cometer enganos, mas vós lhes devíeis dar uma oportunidade de corrigir seus erros, dar-lhes a oportunidade de aprender a acautelar-se, deixando a obra em suas mãos.” TM 300 1.10.1885
“Quando o Espírito Santo trabalha sobre o agente humano, não nos pergunta de que maneira operará. Freqüentemente move-Se de maneira inesperada. Cristo não veio como os judeus esperavam, não veio de maneira que os glorificasse como nação. ... Os judeus recusaram-se a receber a Cristo, porque não veio conforme sua expectativa. ...”
“Este é o perigo a que a igreja está agora exposta – o das invenções de homens finitos determinarem a maneira precisa em que o Espírito Santo deve vir. Embora não queiram reconhecê-lo, alguns já o têm feito. E porque o Espírito deve vir não para louvar o homem ou edificar-lhe as errôneas teorias, mas para convencer o mundo do pecado e da justiça e do juízo, muitos se afastarão dEle. Não desejam ser privados das vestes de sua justiça própria. Não desejam trocar sua própria justiça, que é injustiça, pela Justiça de Cristo, que é a verdade pura e não adulterada. O Espírito Santo não lisonjeia o homem, tão pouco opera segundo as idéias de qualquer homem. Não devem os homens finitos e pecaminosos manejar o Espírito Santo. Quando Este vier como reprovador, por meio de qualquer instrumento humano que Deus escolheu, é o dever do homem ouvir e obedecer-Lhe a voz.” TM 64.65
“Irmãos, se continuardes a ser tão indolentes e egoístas, como estivestes até agora, Deus então passará por vós e aceitará os que são menos egoístas, que procuram menos a honra do mundo e que, como o seu Mestre, não se recusam a sair do acampamento para suportarem a vergonha.” 5T 461
Já no ano 1882 foi escrito: “Elias tirou Eliseu do arado e vestiu-lhe o manto da consagração. O chamado para esta grande e solene obra foi dirigido a homens estudiosos, em altas posições, e se estes se tivessem considerado pouco aos seus próprios olhos, e se tivessem confiando inteiramente no Senhor, Ele os teria honrado a poderem levar o Seu estandarte de triunfos e de vitórias.... Deus fará no nosso tempo uma obra, que somente poucos esperam. Ele despertará e elevará entre nós tais que foram instruídos muito mais pela consagração do Espírito Santo em vez da instrução exterior de institutos científicos.” 5T 82, 1882
É significativo que no mesmo ano em que foram escritas estas palavras, Deus começou a escolher instrumentos humildes para levarem a mensagem do alto clamor. Pela consagração e a condução do Espírito Santo foi preparado um homem novo para fazer a obra especial de Deus. Anos depois, pouco antes da sua morte em 1916, ele escreveu o seguinte: “Cristo é principalmente a Palavra de Deus, a expressão do pensamento de Deus. A Bíblia é simplesmente a Palavra de Deus, porque revela Cristo. Foi com este pensamento que iniciei há 34 anos (em 1882) o meu verdadeiro estudo bíblico. Nesta altura Cristo era-me apresentado como o crucificado. Numa sombria tarde de Sábado, estava sentado um pouco afastado da multidão, na grande tenda duma reunião campal em Healdsburg. Não tinha idéia alguma do que era o tema da pregação, jamais me lembrei de nenhuma palavra ou texto bíblico. Tudo o que consegui guardar foi aquilo que vi. De repente iluminou-se o sítio onde eu estava, a tenda parecia muito mais iluminada, como se o sol duma tarde estivesse a brilhar. Vi Cristo pendurado na cruz, crucificado por mim. Neste momento veio-me pela primeira vez o conhecimento, semelhandte a uma corrente transbordante, que Deus me ama e que Cristo morreu por mim. Neste momento Deus e eu fomos os únicos seres do universo dos quais me era consciente. Reconheci com os meus próprios olhos que, em Cristo, Deus reconciliou todo o mundo com Ele próprio, e eu era todo o mundo com o seu pecado. Estou convicto que a experiência do apóstolo Paulo, no caminho para Damasco, não foi mais real do que a minha. Tomei imediatamente a decisão de estudar a Bíblia à luz desta revelação, para poder ajudar a outros a verem esta verdade. Sempre acreditei que tudo na Bíblia indica, com mais ou menos vivacidade, a revelação gloriosa do Crucificado.” E. J. Waggoner
Mais ou menos ao mesmo tempo o Senhor preparava um outro instrumento – A. T. Jones – Ele era tenente da armada dos Estados Unidos e encontrou a verdade através duma experiência verdadeira e profunda com Deus. Ele não era o produto de altas escolas, no entanto estudava dia e noite, enriquecendo-se com conhecimentos através de estudos próprios, tanto bíblicos como históricos. O mais importante, porém, é que era humilde, sério e de uma profunda convicção. Era inteligente, mas mesmo assim alegre e simples. Nos anos seguintes à Conferência Geral de Minneápolis, quando Deus Se serviu dele para demonstrar a verdade presente, ele trabalhou zelosamente na proclamação da mensagem.
Que estes homens novos começassem ao mesmo tempo a se interessar pela mesma mensagem, que chegassem ao mesmo conhecimento, e que se encontrassem na proclamação desta verdade, foi, sem dúvida, a providência de Deus. A hora tinha chegado. A chuva serôdia, esperada pelo povo adventista já há muito tempo, devia ser iniciada como nunca antes, com uma mensagem especial e definida. Os instrumentos servidos pelo Senhor eram, sem dúvida, estes dois homens novos. Waggoner e Jones participaram da Conferência Geral no ano de 1888. A respeito das suas pregações E. G. White disse: “Deus apresenta perante as mentes dos homens pedras preciosas de verdade, vindas dEle, indicadas exatamente para o nosso tempo.” 1888 – Sermões.
A serva de Deus imediatamente reconheceu a importância desta revelação da luz de Deus:
“Em Sua grande misericórdia, enviou o Senhor preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos Pastores Waggoner e Jones. Esta mensagem devia pôr de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a Justificação pela Fé no Fiador; convidava o povo para receber a Justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus. ... Esta é a mensagem que Deus manda proclamar ao mundo. É a terceira mensagem angélica que deve ser proclamada com alto clamor e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida.” Special Testimonies to Ministers and Gospel Workers, Série A 151; TM 91-92.
“Por anos tem estado a igreja olhando para o homem, e esperando muito dele, mas sem olhar para Jesus, em quem Se centraliza nossa esperança de vida eterna. Portanto, Deus deu a Seus servos um testemunho que apresentava a verdade como é em Jesus, e que é a terceira mensagem angélica, em linhas claras e distintas.... Este é o testemunho que deve ir por toda a largura e extensão do mundo. Apresenta a lei e o evangelho, unindo os dois num todo perfeito.” TM 93-94
“Nesta reunião (Minneápolis) ouvi, pela primeira vez, pelo Dr. Waggoner, as razões da sua posição.” MS 15 1888, 3
“Quando o irmão Waggoner proferiu estes pensamentos em Minneápolis, este foi o primeiro e claro ensino sobre este tema, que eu jamais ouvira de lábios humanos, com exceção de conversas havidas entre mim e o meu marido.” MS 5 1889, 9.10
“A mensagem dada pelos irmãos Waggoner e Jones é a mensagem de Deus para a igreja de Laodicéia.” Carta S 24 1892
É a esperança e o ardente desejo de cada crente no advento: assistir ao alto clamor, que soará na força da chuva serôdia, e participar, em seguida, da entrada para a Canaã celestial. Desde há muitas gerações que esperamos ardentemente este último reavivamento que ainda não veio e até ao dia presente estamos à espera. Isto é uma realidade indiscutível. O alto clamor deveria “passar como fogo sobre a palha”. E. G. White.
Mas isto não se cumpriu naquela hora, nem até hoje se tem cumprido. A luz daquele anjo ainda não iluminou o mundo inteiro. Esta é uma realidade que a nossa própria história claramente nos mostra. Se o povo de Deus tivesse aceito esta mensagem, tudo já se teria cumprido. A mensagem do alto clamor deveria preparar o povo de Deus para poder levar ao mundo a última advertência. Se a igreja a tivesse aceito, tê-la-ia transmitido ao mundo rapidamente, fazendo assim a obra final. Que a chuva serôdia não veio há muito mais tempo, é um fato, cuja imensa tragédia não se pôde reconhecer naquela hora. “Qual o resultado desta teimosa incredulidade, devemos ainda aprender.” (Carta W 32, 1890). Mas o Espírito de Profecia nos ensina claramente que toda a importância daquilo que aconteceu em Minneápolis um dia será reconhecida. A respeito da resistência contra a mensagem de Waggoner e Jones está escrito: “Uma vez será isto reconhecido na sua completa importância, com todos os seus fardos e dores que resultaram daquilo.” BCG, 1893, p. 184
As razões do que aconteceu naquele tempo, serão uma vez reconhecidas e, segundo o plano de Deus, deveriam ser mesmo reconhecidas. Isto, porém, será discutido num outro capítulo do presente livro. Por agora é o suficiente saber que é assim e que deve ser assim mesmo, segundo este testemunho.
“Uma vez será isto reconhecido na sua completa envergadura.” Deus espera isto. As declarações seguintes nos permitem olhar aos acontecimentos de Minneápolis. Em primeiro lugar algumas de E. G. White, que foram feitas durante a tal memorável reunião.
“Quero dizer-vos agora que é uma coisa terrível que, quando Deus vos envia uma luz e depois de ter influenciado o vosso espírito e o vosso coração, procedeis como eles (os Judeus). Se a verdade de Deus não for aceita, o Seu Espírito se retirará. Cristo, porém, foi aceito por alguns. O Espírito testemunhou que Ele era Deus. Mas uma contra-corrente entrou. Anjos maus trabalhavam na reunião, para levantar dúvidas e provocar incredulidade, para que fosse excluído cada raio de luz, dado por Deus. Num tal lugar Cristo nada podia fazer. Vós podeis ver qual era a influência de Satanás e o erro que o povo cometeu. Não fizeram progresso, e como não progrediram, trabalhavam sob o domínio de Satanás. Mas mesmo assim pretendiam estar sob a direção de Deus. Deus, porém, nada tinha a haver com a sua incredulidade e inimizade contra Jesus Cristo. Eu desejaria que vós pudésseis ver e reconhecer que, caso não fizerdes um progresso, estareis em retrocesso.” 1888 Sermões 26.
“Os que não cavarem sempre mais no poço da verdade, não verão beleza alguma nos assuntos deliciosos que foram apresentados nesta Conferência. Se a vontade estiver uma vez em oposição formada contra a luz, será muito difícil ceder; mesmo em frente das provas claras que foram dadas nesta Conferência. Zaragatear, duvidar, criticar e fazer pouco dos outros, é a educação que muitos receberam. Esses, no entanto, são os frutos que mostraram. Recusam-se a aceitar provas. O coração natural está em luta contra a luz, a verdade e o conhecimento. Jesus estava em cada sala de dormir, onde vós conversáveis. Quantas orações subiram destas salas?” pág.41
“Irmãos, Deus tem uma luz extremamente preciosa para o Seu povo. Não a chamo uma nova luz, mas oh, para muitos é estranhamente nova. Oh, a vossa leviandade, as vossas conversas estão escritas no livro.... Se soubésseis como Cristo considera o vosso procedimento durante esta reunião.” pág. 41-42
“Agora estamos quase no fim desta reunião, e nem uma confissão foi apresentada; não houve nem uma fenda para deixar o Espírito Santo entrar. Como já disse, qual é a vantagem de estarmos aqui reunidos, se os nossos pregadores só vêm para impedir que o Espírito Santo chegasse ao povo? Esperávamos que houvesse uma tendência para o Senhor. Possivelmente pensais que tendes tudo que necessitais. ... Eu vos falei e pedi, mas parece-me que tudo passa por vós. ... Nunca estive tão inquieta como no tempo atual.” pág.52
“Eu tomei os meus irmãos de parte e disse-lhes exatamente onde estavam, mas não me acreditaram; não acreditaram que estavam em perigo. ...”
“Quando me foi mostrada a história da nação judaica e vi como tropeçaram por não andarem na luz, reconheci o que aconteceria a nós, como povo, se recusarmos a luz dada pelo Senhor. ... Agora é a nossa última reunião, quer dizer, se vós não quiserdes reunir-vos em particular. ... Se os pregadores não aceitarem a luz, quero eu dar ao povo uma oportunidade. Talvez o povo aceite. Deus não me chamou para fazer esta grande viagem, para vos falar, se estais sentados e duvidais da Sua mensagem e se a irmã White ainda é a mesma dos anos passados. ...” pág. 53-54
“E vi, como almas preciosas, que estavam prontas para aceitar a verdade, foram impedidas pela maneira como foram tratadas. Jesus não estava incluído. E é isto, por que vos rogo o todo tempo – nós queremos Jesus. Qual é a razão do Espírito de Deus não estar presente nas nossas reuniões? Porque erguemos barreiras à nossa volta. Eu vos falo resolutamente, porque quero demonstrar-vos onde estais. Quero que vós, homens jovens, tomeis uma posição pela verdade, por vossa própria inteligência e não porque um outro o faz. Foi dito que o irmão Waggoner tinha tomado posse na condução da reunião. Não vos deu a Palavra da Bíblia? ... Creio que meu testemunho não é agradável, mas, com o temor do Senhor, o darei.” pág.54
“O Dr. Waggoner falou duma maneira simples e compreensível. Nas suas palavras há uma luz preciosa. ... Se os nossos irmãos que dirigem, aceitassem a doutrina da Justiça de Cristo, tão claramente exposta, com a sua ligação com a lei – e eu sei que eles devem aceitar isto – não seriam então os seus preconceitos uma força dominante e o povo podia ser alimentado com a alimentação ao tempo devido. ...”
“Não vejo desculpas para o estado de sentimentos criado nesta reunião. É minha primeira oportunidade ouvir alguma coisa a respeito deste tema. Ainda não tinha uma conversa com o meu filho W. C. White, com o Dr. Waggoner ou o irmão A.T. Jones. Nesta reunião ouvi pela primeira vez as razões da posição do Dr. Waggoner.”
“O meu guia me disse: Muita luz brilhará da Lei de Deus e do Evangelho da Justiça. Se for compreendido o verdadeiro caráter desta mensagem, e sendo ela proclamada na força do Espírito Santo, toda a terra será iluminada pela clareza. A grande e decisiva questão deve ser levada a todas as nações, línguas e povos. A obra final da tríplice mensagem angélica será acompanhada de uma força pela qual os raios do Sol da Justiça alcançarão todas as estradas da vida. Decisões serão tomadas para Deus, como o mais alto Soberano, e a Sua Lei será aceita como padrão.” pág. 58
“Peço-vos com insistência que não fecheis os vossos corações com medo que um raio de luz vos possa alcançar. Necessitais de uma luz maior. Necessitais de uma compreensão maior da verdade que levais ao povo. Se não virdes vós próprios a luz, fechareis os vossos corações e se puderdes – evitareis que os raios de luz alcancem o povo. Não permitais que seja dito deste povo tão altamente favorecido: Vós mesmos não entrastes e impedistes os que entravam. Luc.11.52.” pág.59
“É um assunto muito sério para nós, se aperfeiçoarmos o caráter ou não, se progredimos na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo ou não.” pág 60.
“A nossa maior preocupação deveria ser de não sermos encontrados em rebelião contra a Palavra de Deus.” pág. 61
“Quando os judeus deram o primeiro passo para rejeitar Cristo, expuseram-se a grande perigo. Quando depois se acumularam as provas que Jesus de Nazaré era o Messias, foram demasiado orgulhosos para confessar que tinham errado. Assim é com o povo que hoje rejeita a verdade. ... Não é sábio que os homens jovens desta reunião se sujeitem a uma decisão onde, no programa de dia, há mais oposição do que investigação.” pág. 62
“Não é permitido a ninguém fechar os condutos pelas quais a luz deveria alcançar o povo. Logo que isto seja tentado, afastar-se-á o Espírito de Deus, porque este Espírito trata constantemente de dar ao Seu povo nova e crescente luz, através da Sua Palavra.” pág. 63
Um resumo da Conferência é dado pela irmão Nash: “O escritor deste tratado assistiu à Conferência Geral de Minneápolis em 1888, onde viu e ouviu muitas coisas que foram faladas e feitas. Estavam presentes a irmã E. G. White, assim como o Dr. Waggoner e o irmão A. T. Jones, da Califórnia. Os irmãos Waggoner e Jones tinham a tarefa de pregar todas as manhãs, durante a Conferência, na hora da consagração com a Palavra.”
“Eles, da maneira mais simples e amável, ensinavam que Jesus, o Cordeiro de Deus, tomou sobre Si todos os nossos pecados, dando Sua vida por nós. Eles ensinavam que suportou a nossa culpa, que nos livrou, tirando os nossos vestidos sujos e dando-nos o Seu branco vestido de Justiça. Que troca mais maravilhosa.”
“Quando, desta maneira, Cristo foi elevado como a única esperança da igreja e de todos os homens, quase todos os nossos pregadores idosos estavam em oposição unida contra estes irmãos. Até foi tentado impedir os mensageiros de exporem e discutirem a doutrina da Justiça pela Fé. Quando a irmã White lhes comunicou que era a providência de Deus que induziu os irmãos Waggoner e Jones a proclamarem em voz alta este tema, escolheram-se irmãos da oposição para defender a opinião do lado contrário. O seu porta voz era J. H. Morrison. Ficou combinado que os irmãos Waggoner e Jones deveriam responder ao seu discurso.”
“O discurso do irmão Morrison tratou clara e visivelmente da representação do apóstolo Paulo da escrava e da livre, em que Ismael simbolizava o povo da aliança antiga e Isaac o povo da aliança nova. Sara, a livre, exigiu: ‘Deita fora esta serva e o seu filho, porque o filho desta serva não herdará com o meu filho Isaac’. (Gen. 21.10)”
“Abraão obedeceu a isto e Agar saiu, indo para o deserto de Berseba. O irmão Morrison explicou que nós, os Adventistas do Sétimo Dia, desde sempre tínhamos este ensino da justificação pela fé e que seríamos filhos da livre. Ele pensava que este tema seria acentuado em demasia e parecia ter tido medo que perdêssemos de vista a importância que se deve à Lei.”
“E. G. White respondeu o seguinte: “Como povo pregamos a Lei até ficarmos tão secos como os montes de Gilboa, os quais não tinham nem chuva e nem orvalho. Devemos pregar Cristo na Lei e então as nossas pregações estarão cheias de força vital e alimento para alimentar os próprios méritos, mas só nos méritos de Jesus de Nazaré.”
“Quando os pregadores Waggoner e Jones tiveram a oportunidade de responder aos seus adversários, puseram-se um ao lado do outro, com a Bíblia aberta na mão.”
“ Irmão Waggoner começou a ler Jer 23.5-8
Irmão Jones leu Ef 2.4-8
Irmão Waggoner Gal 2.16-21
Irmão Jones Rom 11.1-33
Irmão Waggoner Rom 10.14-17
Irmão Jones Rom 2.12-29
Irmão Waggoner Gal 3 todo o capítulo
Irmão Jones Rom 3 todo o capítulo
Irmão Waggoner Gal 5.1-6
Irmão Jones Rom 9.7-33
Irmão Waggoner Gal 2 todo o capítulo
Irmão Jones Rom 4.1-11
Irmão Waggoner Rom 5 todo o capítulo
Irmão Jones Rom 4.13-25
Irmão Waggoner Rom 6 todo o capítulo
Irmão Jones Rom 1.15-17
Irmão Waggoner Rom 8.14-39
Irmão Jones 1 João 5.1-4”
“Esta foi a sua resposta, sem uma única palavra de comentário. Depois se sentaram. Durante todo o tempo de leitura havia um silêncio tenso sobre a grande reunião. Isto deixou uma impressão no escritor que mesmo o tempo não podia apagar. No prefácio do livro “Cristo, Justiça Nossa” de A. G. Daniells, no qual estão resumidos testemunhos do Espirito de Profecia sobre o assunto da Justiça pela Fé, está indicado que muitos foram impressionados da mesma maneira. É interessante saber que este livro foi escrito por causa dos pedidos freqüentes de obreiros, irmãos e de associações.”
“A capela em Minneápolis era demasiadamente pequena para uma delegação tão grande. Durante a abertura dum destes cultos estava o escritor ao lado do irmão Kilgore. O irmão Kilgore pediu a palavra. Quando lhe foi permitido falar disse: ‘Quero dirigir algumas palavras aos delegados que se reuniram nesta Conferência. Como alguns de vós sabem o irmão George I. Butler não pôde vir, por sua mulher estar doente em Battle Creek, e também não poderá estar aqui mais tarde. Por esta razão quero pedir que interrompemos esta discussão sobre o tema da Justiça pela Fé, até que o presidente da Assembléia Geral possa estar presente’.”
“A irmã White, que estava sentada no estrado, levantou-se. Quando lhe foi dada a palavra disse: ‘Irmãos, esta é a obra do Senhor. Deverá a obra do Senhor esperar pelo irmão Butler? O Senhor quer que a Sua obra progrida e que não espere por nenhum homem’. Sobre isto não veio resposta alguma. Os irmãos Waggoner e Jones continuaram então com a proclamação da sua mensagem. As palavras e atitudes de E. G. White demonstraram que estava cem por cento do lado dos irmãos Waggoner e Jones, para que fosse apresentada esta mensagem na Conferência Geral de Minneápolis.”
“Nesta Conferência começou a oposição contra a mensagem da Justiça pela Fé. O escritor destas linhas ora e espera sinceramente que esta oposição termine, que os opositores voltem para traz e que queiram trabalhar sob a condução do Espírito Santo, para que em breve a luz deste outro anjo possa iluminar todo o mundo. Apoc. 18.1-2. ‘E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande poder e a terra foi iluminada com a sua gloria, e clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios e coito de todo o espírito imundo e coito de toda a ave imunda e aborrecível’.”
“Agora surge uma pergunta muito importante: Participaremos nós desta glória que iluminará toda a terra? A resposta é: Se nos vestirmos de Jesus Cristo, que é a nossa arma de luz, certamente que sim. Rom. 13.12-14, Apoc. 19.8-9. “A noite é passada e o dia é chegado: Rejeitemos pois as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.’ ‘E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.’ O vestido da Justiça de Cristo é oferecido gratuitamente a todos, que quiserem aceitá-lo com fé. ‘Sei que se deve fazer uma obra em favor do povo, ou muitos não estarão preparados para receber a luz do anjo que foi enviado do céu para iluminar toda a terra.’” TM 468-469”
“Este testemunho indica claramente que o povo de Deus deve pôr tudo no prato da balança do lado de Cristo e da Sua Justiça, sem quaisquer restrições. Essa é a nossa única segurança. Estimado leitor, faz isto imediatamente.” (Irmão Nash. Segundo um tratado, escrito por ele.)
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