A TODO-PODEROSA PALAVRA CRIATIVA DE DEUS | 24Fev2008 10:15:00

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''O EVANGELHO NA CRIAÇÃO''
Em Romanos 15: 4, o ESPÍRITO de DEUS, mediante o apóstolo Paulo, coloca o Seu selo de aprovação so­bre todo o Velho Testamento, indicando o objetivo de ter sido escrito. Declara ele: "Pois tudo quanto outrora foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência, e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança".

A razão por que achamos conforto e esperança no Velho Testamento (bem como no Novo) está claramen­te revelada por CRISTO quando, em Sua resposta aos judeus, ofereceu a sanção divina a ele, e especialmente aos escritos de Moisés, dizendo: "Examinais as Escrituras, porque cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim". "Porque se de fato crêsseis em Moisés, também creríeis em Mim; porquan­to ele escreveu a Meu respeito. Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas Minhas palavras?" João 5: 39,46,47. Podemos encontrar conforto e esperança nas Escrituras, porque CRISTO nelas está.

O espírito do Velho Testamento é o ESPÍRITO de CRISTO. Lemos dos antigos profetas que investigavam "atentamente qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo ESPÍRITO de CRISTO, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a CRISTO, e sobre as glórias que os seguiriam". I Pedro 1: 11.

Não somente era assim, mas o Velho Testamento contém o evangelho. No verso seguinte ao último cita­do lemos: A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que ago­ra vos foram anunciadas por aqueles que, pelo ESPÍRITO SANTO enviado do céu, vos pregaram o evangelho". Isto é, os profetas, Moisés entre eles, ministrava exatamente as mesmas coisas que eram pregadas pelos apóstolos, ou seja, o evangelho. Uma vez que o evangelho de DEUS é "com respeito a Seu Filho", (Romanos 1: 1-3) e os judeus necessariamente teriam crido em JESUS se tivessem crido em Moisés, porque Moisés escreveu de CRISTO, segue-se que o que Moisés escreveu era o evangelho.

A primeira coisa que Moisés escreveu, mediante a inspiração do ESPÍRITO de DEUS, foi a história da Cria­ção. Isso, portanto, é uma das coisas mediante que devemos receber esperança e conforto. Por que se dá que po­demos receber esperança e conforto com o relato da Criação? Porque esse relato contém o evangelho. Umas pou­cas palavras servirão para estabelecer este fato antes que continuemos a estudar a lição em detalhe.

A declaração do apóstolo, de que o evangelho "é o poder de DEUS para a salvação de todo aquele que crê" (Romanos 1: 16) é familiar a todos que já ouviram o evangelho sendo pregado. O evangelho é a manifesta­ção do poder de DEUS apresentado para salvar os homens. A mesma coisa é declarada em essência pelo apóstolo Pedro quando fala da herança reservada no céu para aqueles que são "guardados pelo poder de DEUS, mediante a fé, para salvação". I Pedro 1: 5.

Mas qual é a medida do poder de DEUS? Onde é visto de modo tangível? Leiam Romanos 1: 20, onde nos é dito que desde a criação do mundo, as coisas invisíveis de DEUS, tal como o Seu eterno poder e divindade, são claramente vistas, sendo entendidas pelas coisas criadas. É na Criação, portanto, que o poder de DEUS deve ser visto por todos. Mas o poder de DEUS na linha da salvação é o evangelho. Isso é declarado no Salmo 19, onde lemos:

"Os céus proclamam a glória de DEUS e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos. Um dia dis­cursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se houve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras até aos confins do mundo".

A idéia é que, não importa que idioma fale um povo, todos podem entender a linguagem dos céus. Sua mensagem pode ser lida muito mais facilmente do que se proferissem um som audível; pois todas as pessoas sobre a Terra não podem entender a mesma linguagem articulada, mas todos que têm razão podem ler a simples lingua­gem das obras de DEUS.

O evangelho é o poder de DEUS, e o poder de DEUS é manifesto nas coisas que Ele fez; portanto, o sal­mista está falando do evangelho, que os céus ensinam. Que isso é assim é demonstrado pelo apóstolo Paulo em Romanos 10: 15-18. "Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem acreditou na nossa pregação? E assim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de CRISTO. Mas pergunto: Porventura não ouviram? Sim, por certo: Por toda a ter­ra se fez ouvir a Sua voz, e as Suas palavras até aos confins do mundo". O apóstolo está aqui falando sobre o evangelho, que, ele diz, todos não obedeceram. Então declara que todos o ouviram, e como prova de que todos ouviram, ele cita do Salmo 19: "por toda a terra se faz ouvir a Sua voz, e as Suas palavras até aos confins do mundo". As palavras deles concernentes a quê? Concernentes ao evangelho, logicamente. Assim temos uma clara declaração de que os céus pregam o evangelho. Não há homem tão iletrado que não possa ler o evangelho; ne­nhum homem tão surdo nem tão isolado que não possa ouvir um sermão do evangelho. Esta verdade será mais evidente segundo prossigamos.


Um Seguro Fundamento


A mesma palavra que criou a terra também a sustém. Citamos . . . as palavras a respeito de CRISTO: "Pois Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste". Colossenses 1: 16, 17. Subsistir neste contexto significa manter junto. Por­tanto, todas as coisas sobre a terra, e a própria terra, devem sua contínua existência a CRISTO. Assim, Paulo decla­rou sobre a colina de Marte: "Nele vivemos, e nos movemos, e existimos". Atos 17: 28.

Essa subsistência é mediante a Palavra Dele. Assim: "Havendo DEUS, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, neste últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu her­deiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do Seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-Se à direita da Majestade nas alturas". Hebreus 1: 1-3. CRISTO é a Palavra Divina; Ele está na palavra falada; e assim, uma vez que todas as coisas se mantêm unidas por Seu intermédio, são sustidas mediante a Sua poderosa palavra.

Leia também as palavras escritas pelo apóstolo Pedro: "Houve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de DEUS, pelas quais veio a perecer o mundo daquele tempo, afogado em água. Ora, os céus que agora existem, e a terra, pela mesma palavra têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o dia do juízo e destruição dos homens ímpios". II Pedro 3: 5-7. A mesma palavra que fez a terra causou sua submersão por um dilúvio, trazendo-a transformada das águas, e ainda a sustém. Essa palavra, portanto, deve de fato ser substancial. É mais real e sólida do que a própria terra, tanto quanto o fundamento de algo deve ser mais substancial do que a coisa que sustenta. Essa palavra vive e é permanente. I Pedro 1: 23. Portanto, aquele que nela confia nunca se perderá.

Chegará um tempo quando "a terra violentamente se move. A terra cambaleia como um bêbado, e balanceia como rede de dormir" (Isaías 24: 19,20), quando toda ilha fugirá, e as montanhas serão transportadas para o meio do mar". Mas mesmo nessa ocasião terrível, o cristão pode dizer: "DEUS é o nosso refúgio e fortale­za, socorro bem presente nas tribulações. Portanto não temeremos". (Salmo 46: 1,2).


Edificando Sobre a Palavra


"Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas Minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína". Mateus 7: 24-27.

CRISTO é uma rocha. Lemos acerca dos antigos israelitas que "beberam da mesma fonte espiritual; por­que bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era CRISTO". I Coríntios 10: 4. O salmista afir­ma: "Ele é a Minha rocha, e Nele não há injustiça". Salmo 92: 15. àqueles que O tomam como a sua paz, é dito: "Assim já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de DEUS; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, CRISTO JESUS, a pedra angular". Efésios 2: 19,20. Não somos edificados sobre apóstolos e profetas, mas sobre o fundamento sobre que eles edifi­caram: "Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é JESUS CRISTO". I Coríntios 3: 11.

Segundo as palavras de CRISTO, no sermão do monte, edificamos sobre a rocha por ouvir e cumprir Suas palavras. A palavra de DEUS é "proferida por DEUS" e, portanto, cheia de Sua própria vida. "A fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de CRISTO" (Romanos 10: 17) e CRISTO habita no coração pela fé; portanto a palavra tem CRISTO nela, porque traz a CRISTO ao coração. A palavra de um homem apresenta-se pelo próprio ho­mem. Vale tanto quanto ele mesmo. Se o seu caráter for sem valor, sua palavra de nada valerá; mas se for um homem honrado, e prometeu algo, sua palavra tem o valor que se lhe atribui ou que ele pode fazer. A palavra o representa. Dizemos que um homem faz algo que um servo seu pratica em obediência a sua palavra. Assim a pa­lavra de DEUS Se posta em Seu próprio lugar. Tudo quanto DEUS vale, a Sua palavra vale. Representa-O, por­que está plena de Sua vida.

Abraão é um maravilhoso exemplo de edificar sobre CRISTO por crer em Sua palavra. DEUS fez uma pro­messa a Abraão, que, como todas as promessas de DEUS, estava em CRISTO. A seguir, o registro fala de Abraão: "Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado por justiça". Gênesis 15: 6. Há algo bastante peculiar a respeito dessa expressão, "ele creu no SENHOR". A palavra traduzida por "creu" deriva do hebraico "amém". Na palavra "amém" temos bem proximamente o termo hebraico. A palavra não é traduzida, mas simplesmente transliterada. É uma palavra hebraica, e aparece nas diferentes línguas em que a Bíblia foi traduzida. Grego, latim, francês, alemão, espanhol, dinamarquês, inglês, etc.--todas têm a mesma palavra "amém".

A idéia básica da palavra é firmeza. A idéia de solidez e estabilidade está a ela ligada. Tem uma varieda­de de definições, todas trazendo essa idéia. Uma definição é "edificar, ou depender de". Assim, literalmente, Abraão edificou sobre DEUS, e isso lhe foi contado por justiça. Isto se harmoniza com a idéia de que a palavra de DEUS é um alicerce. A idéia básica de a palavra ser algo substancial, sobre que se pode edificar, reflete-se no nos­so linguajar ordinário. Dizemos a respeito de certo homem: "Você pode depender de sua palavra". Isto significa que se pode apoiar todo o peso sobre ela. Agora, se isso pode ser veraz a respeito de um homem, quão mais ver­dadeiro não será a respeito de DEUS! Podemos repousar sobre a Sua palavra, pois ela sempre nos susterá.

Isso oferece uma idéia melhor do sentido bíblico de crer do que normalmente se mantém. As pessoas geralmente pensam que crer nada mais é do que balançar a cabeça em concordância. Mas crer no SENHOR é muito mais do que isso. É contar com essa palavra como a coisa mais segura no universo, uma vez que ela é que sustenta o universo, e repousar toda a alma, e todas as esperanças, sobre ela, conquanto tudo pareça con­trário a ela. É caminhar onde parece nada haver, desde que a palavra do SENHOR lá esteja, sabendo que é um firme fundamento. O poeta Whittier assim o expressou:


"Nada antes, nada atrás, os passos da fé caem sobre um aparente vazio, e acham a Rocha por bai­xo".


Quando o SENHOR disse a Pedro, "Vem", ao caminhar sobre a água, Pedro saiu do barco e seguiu na di­reção de seu SENHOR. É contrário à natureza que um homem caminhe sobre a água. É impossível que a água sus­tente um homem em pé. O que susteve Pedro? Foi aquela palavra "Vem". Quando o SENHOR profere uma palavra, a coisa descrita está na palavra; e assim quando Ele disse a Pedro, "Vem", o poder para vir estava na palavra. Foi sobre isso que Pedro caminhou na medida em que o fez. Quando olhou ao seu redor e percebeu as ondas bravias, começou a afundar. Por quê? Devido a que então se esqueceu da palavra, e pensou somente na água. Tão logo deixou a palavra, começou a afundar, porque a água não tinha poder para sustentá-lo. Foi somente a palavra do SENHOR que pôde mantê-lo acima da água. Se a palavra do SENHOR tivesse dito a Pedro para caminhar no ar, ele poderia tê-lo feito tão facilmente quanto pôde ter caminhado sobre a água. A palavra do SENHOR fez com que Elias viajasse através do ar, e assim ela em breve fará a todos quanto aprendem sobre o seu poder.

Mas observem o fato de que quando Abraão edificou sobre o SENHOR, foi contado a ele por justiça. O SENHOR nunca comete qualquer erro em Sua avaliação. Quando a fé de Abraão foi-lhe imputada por justiça, deveu-se a que era realmente justiça. Como assim? Ora, Abraão edificou sobre DEUS, edificou sobre a justiça eterna. "Ele é minha rocha e Nele não há injustiça". Ele se tornou um com o SENHOR, e assim a justiça de DEUS era sua própria.

"As palavras do SENHOR são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes". Salmo 12: 6. Portanto, aquele que edifica sobre a rocha, JESUS CRISTO, por aceitar a Sua palavra em fé viva, edifica sobre um fundamento comprovado. Assim, lemos: "Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas, e de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para salvação, se é que já tendes a experiência de que o SENHOR é bondoso. Chegando-vos para Ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com DEUS eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edi­ficados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a DEUS por intermédio de JESUS CRISTO. Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angu­lar, eleita e preciosa; e quem nela crer não será de modo algum envergonhado". I Pedro 2: 1-6.

A força disto não é vista tão claramente até lermos a passagem da Escritura que é citada pelo apóstolo, em ligação com esta que citamos do sermão do Salvador sobre o monte. Recordando da última, lemos da profecia de Isaías:

"Portanto assim diz o SENHOR DEUS: Eis que Eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge. Farei juízo a regra, e justiça o prumo; a saraiva varrerá o refúgio da mentira e as águas arrastarão o esconderijo. A vossa aliança com a morte será anulada, e o vosso acordo com a sepultura não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, sereis esmagados por ele. Todas as vezes que passar vos arrebatará, porque passará manhã após manhã, e todos os dias e todas as noites; e será puro terror o só ouvir tal notícia". Isaías 28: 16-19.

CRISTO é o fundamento provado. A justiça é o prumo pelo qual tal fundamento é lançado. O Seu caráter é perfeitamente verdadeiro e reto. Satanás esgotou todas as suas artimanhas tentando levá-Lo ao pecado, mas não teve sucesso. Ele é um fundamento seguro. Edificamos sobre Ele crendo em Sua palavra, tal como Ele mesmo o disse. As cheias certamente advirão. Haverá uma enchente de castigo que destruirá o refúgio de mentiras, e todos quantos edificaram sobre um fundamento falso. A casa edificada sobre a areia certamente cairá. Quando a tempes­tade começar a golpear com ímpeto, aqueles que fizeram da mentira o seu refúgio fugirão para salvarem a vida na medida em que o fundamento deles começa a vacilar; mas a enchente os carregará para longe. Este é o quadro apresentado pelas duas passagens das Escrituras.

Mas muito diferente será como se dará com os que edificaram sobre a Rocha dos Séculos. Esse seguro fundamento resistirá a todo golpe. Nada poderá abalá-lo. Aqueles que edificaram sobre ele não se precipitarão. Eles freqüentemente comprovaram que é um refúgio seguro, e assim podem calmamente observar a torrente. Não precisam fugir para salvar a vida. Tendo edificado sobre a Rocha, estão tão seguros quanto a própria Rocha. E por quê? Porque são realmente parte da Rocha, pois--a Rocha edifica quantos sobre Ela edificam. Ouçam as palavras do apóstolo: "Agora, pois, encomendo-vos ao SENHOR e à palavra da Sua graça, que tem poder para vos edificar e dar segurança entre todos os que são santificados". Atos 20: 32. Quando alguém edifica sobre a Rocha, a própria rocha, sendo um rocha viva, cresce nele, de modo que o fundamento e a edificação se tornam uma só peça. Isso é revelado por muitas passagens das Escrituras. Repetiremos algumas:

"Pois tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso é que Ele não Se envergonha de lhes chamar irmãos". Hebreus 2: 11.

"Assim já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de DEUS: edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, CRISTO JESUS, a pedra angular; no qual todo edifício bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao SENHOR, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de DEUS no Espírito". Efésios 2: 19-22.

"Chegando-se para Ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com DEUS eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual".

I Pedro 2: 4,5.

"Como recebestes a CRISTO JESUS, o SENHOR, assim andai Nele, Nele radicados e edificados, e con­firmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graça". Colossenses 2: 6,7.

Aqui temos combinada a figura de uma casa com a de uma planta. Isso é perfeitamente natural porque a Rocha sobre a qual edificamos é uma pedra viva, e concede vida àqueles que estão sobre ela edificados, de modo que, como pedras vivas, crescem na proporção de um edifício. As duas figuras são combinadas pelo apóstolo Pau­lo: "Edifício de DEUS sois vós". I Coríntios 3: 9.

Isso também é demonstrado muito belamente na exortação que Josafá lançou a Israel quando, sob ordens do SENHOR, estavam saindo contra uma força vastamente superior, confiando em Sua palavra de que Ele por eles lutaria. "Pela manhã cedo se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé, e disse: Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém! Crede no SENHOR vosso DEUS, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis". II Crônicas 20: 20. Aqui, como temos visto no caso de Abraão, a pa­lavra "crer" deriva do termo hebraico "amem". A palavra "seguro" é também outra forma da mesma palavra. Assim, essa passagem poderia apropriadamente ser assim traduzida: "Edificai sobre o SENHOR vosso DEUS, e as­sim sereis edificados".


A MENSAGEM DE CONFORTO


Um ponto mais somente será dado para demonstrar a esperança e conforto que estão contidos nas coisas que foram outrora escritas. O capítulo quadragésimo de Isaías é totalmente uma mensagem de conforto. Começa assim: "Consolai, consolai o Meu povo, diz o vosso DEUS". Então segue-se uma garantia de perdão, e depois a mensagem especial é dada pela voz daquele que clama no deserto. Essa mensagem é o poder da palavra de DEUS, em contraste com a fraqueza do homem. "Uma voz diz: Clama; e alguém pergunta: Que hei de clamar? Toda a carne é erva, e toda a sua glória como a flor da erva; seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do SENHOR. Na verdade o povo é erva; seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso DEUS permanece eternamente". Isaías 40: 6-8.

Seguem-se depois ilustrações do poder da palavra. Os fatos da criação são referidos e o poder de DEUS é contrastado com a fraqueza dos homens. A seguir vem esta belíssima passagem: "A quem, pois, Me comparareis para que Eu lhe seja igual? diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o Seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelos seus nomes; por ser Ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar". Isaías 40: 25,26.

Aqui novamente nos é referido o fato de que DEUS é o sustenedor do céu; que é o Seu poder que mantém os corpos celestes em seus lugares. Não fosse por Sua interposição direta ali, teríamos o caos. Nos versos seguin­tes este fato é oferecido ao povo de DEUS para seu especial encorajamento. "Por que, pois, dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O Meu caminho está encoberto ao SENHOR, e o Meu direito passa despercebido ao meu DEUS? Não sabes, não ouviste que o eterno DEUS, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem Se cansa nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o Seu entendimento. Faz forte ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor". Isaías 40: 27-29.

Que lição de confiança existe aqui! "DEUS falou uma vez; duas vezes ouvi isto; que o poder pertence a DEUS". Salmo 62: 11. Esse poder é o poder que sustém os céus e faz com que as estrelas e planetas sigam em suas órbitas. É esse poder que ele concede ao fraco, e àqueles que não têm poder, caso Nele confiem. Que a alma aflita passe somente um pouco de tempo na contemplação dos céus, pensando nesta passagem, e será mais capaz do que nunca antes de perceber o que o apóstolo quer dizer quando declara: "Sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da Sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria". Colossenses 1: 11.

Mas o que tudo isso tem intenção de revelar? O poder da palavra; pois é pela palavra de Seu poder que todas as coisas são sustidas. É a palavra do SENHOR que criou todas as coisas. Essa palavra é trazida à nossa aten­ção na primeira parte do capítulo, em contraste com toda carne, como a palavra que vive para sempre. Leiamos agora o capítulo quarenta de Isaías inteiro, especialmente os versos 6-8, e 26, e depois leiamos o comentário do apóstolo Pedro:

ISAÍAS 40


"1Consolai, consolai o Meu povo, diz o vosso DEUS.

2Falai benignamente a Jerusalém, e bradai-lhe que já a sua malícia é acabada, que a sua iniquidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do SENHOR, por todos os seus pecados.

3Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso DEUS.

4Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro serão abatidos; e o que está torcido se endi­reitará, e o que é áspero se aplainará.

5E a glória do SENHOR se manifestará, e toda a carne juntamente verá que foi a boca do SENHOR que isto disse.

6Voz que diz: Clama; e alguém pergunta: Que hei de clamar? Toda a carne é erva, e toda a sua beleza como as flores do campo.

7Seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito do SENHOR. Na verdade o povo é erva.

8Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso DEUS permanece eternamente.

9Tu, anunciador de boas-novas a Sião, sobe tu a um monte alto! Tu, anunciador de boas-novas a Jerusa­lém, ergue a tua voz fortemente; levanta-a, não temas, e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso DEUS.

10Eis que o SENHOR DEUS virá com poder, e o Seu braço dominará; eis que o Seu galardão está com Ele, e diante Dele a Sua recompensa.

11Como pastor apascentará o Seu rebanho; entre os Seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no Seu regaço; as que amamentam, Ele guiará mansamente.

12Quem na concha de sua mão mediu as águas, e tomou a medida dos céus a palmos? Quem recolheu numa medida o pó da terra, e pesou os montes em romana e os outeiros em balanças?

13 Quem guiou o ESPÍRITO do SENHOR? e que conselheiro o ensinou?

14Com quem tomou Ele conselho, para que Lhe desse compreensão? Quem O instruiu na vereda do juízo e Lhe ensinou sabedoria e Lhe mostrou o caminho do entendimento?

15Eis que as nações são consideradas por Ele como um pingo que cai dum balde, e como um grão de pó na balança; eis que lança por aí as ilhas como uma coisa pequeníssima.

16Nem todo o Líbano basta para queimar, nem os seus animais bastam para holocaustos.

17Todas as nações são perante Ele como coisa que não é nada; Ele as considera menos do que nada, como uma coisa vã.

18Com quem comparareis a DEUS? ou que coisa semelhante confrontareis com Ele?

19O artífice funde a imagem, e o ourives a cobre de ouro, e cadeias de prata forja para ela.

20O sacerdote idólatra escolhe madeira que não se corrompe e busca um artífice perito para assentar uma imagem esculpida que não oscile.

21Acaso não sabeis? porventura não ouvis? não vos tem sido anunciado desde o princípio? ou não atentas­tes para os fundamentos da terra?

22Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é Ele quem estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda para neles habitar.

23É Ele quem reduz a nada os príncipes, e torna em nulidade os juízos da terra.

24Mal foram plantados e semeados, mal se arraigou na terra o seu trono, já se secam, quando um sopro passa por eles, e uma tempestade os leva como palha.

25A quem, pois, Me comparareis para que Eu lhe seja igual? diz o Santo.

26Levantai ao alto os vossos olhos, e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o Seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelos seus nomes; por ser Ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar.

27Por que, pois, dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto ao SENHOR, e o meu direi­to passa despercebido ao meu DEUS?

28Não sabes, não ouviste que o eterno DEUS, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem Se cansa nem Se fatiga? Não se pode esquadrinhar o Seu entendimento.

29Faz forte ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.

30Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem.

31Mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam".

"Fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de DEUS, a qual vive e é permanente. Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do SENHOR, porém, permanece eternamente". I Pedro 1:23-25. Aqui temos a citação do quadragésimo capítulo de Isaías com respeito à palavra de DEUS, que cria e sustenta todas as coisas. É a palavra viva, que é a vida e a força de todas as coisas. Assimilem tudo isso e depois leiam as palavras finais do apóstolo: "Esta é a palavra que vos foi evangelizada".

O evangelho, portanto, é simplesmente o poder criador de DEUS aplicado aos homens. Qualquer evange­lho que deixa fora a criação, ou que não prega o poder criativo de DEUS, como visto nas coisas que Ele tem feito, e que não conforta os homens por esse poder, sempre lhes apelando para o manterem em mente como sua única fonte de força, é "outro evangelho", que simplesmente não é evangelho algum, uma vez que não pode haver ne­nhum outro.

Esta, então, é a lição a ser aprendida "no princípio". Aquele que a tem aprendido é uma nova criatura em CRISTO, e está pronto para aprender aquilo que se segue; ou seja, a lição de crescimento. Com esses maravilho­sos fatos em mente, que pior do que inútil parecem os temores que alguns expressam: "Temo que se eu iniciar-me na vida cristã, não serei capaz de manter-me firme". Logicamente, você não seria capaz de manter-se. Você não tem força; mas auxílio tem sido posto à disposição sobre Aquele que é poderoso. Ele é capaz de fazer com que se mantenha, e a guardá-lo até o fim. "Guardados pelo poder de DEUS mediante fé na salvação pronta para ser revelada no último tempo".

Portanto,

"Aquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imacu­lados diante da Sua glória, ao único DEUS, nosso Salvador, mediante JESUS CRISTO, SENHOR nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém". Judas 24, 25.


Descansando com o SENHOR


"Assim, pois, foram acabados os céus e a terra, e todo o seu exército. E havendo DEUS terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou DEUS o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera". Gênesis 2: 1-3.

"Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu DEUS; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o SENHOR abençoou o dia de sábado, e o santificou". σxodo 20: 8-11.

Este é o grande sumário da Criação, e o relato de sua celebração. Os dias da Criação são suficientemente designados por serem numerados, mas o dia que celebra a criação completa é honrado por ter um nome. O nome do sétimo dia é 'sábado'. Assim um duplo propósito é atendido. Com a designação do sétimo dia é ele distinguido de todos os outros dias, e pela enumeração dos demais dias, o fato de ser o sábado definidamente um dia que sempre ocorre é tornado proeminente. Mas o texto narra a sua própria história quanto ao dia que é o sábado; e é um dos mandamentos certos de DEUS que "permanece para todo o sempre". Salmo 111: 8. O que devemos fazer aqui é chamar a atenção às lições espirituais a serem aprendidas pela concessão do sábado ao homem.

CRISTO, como bem sabemos, é o grande Criador. Ele é a sabedoria de DEUS, e o poder de DEUS. "Pois Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coias. Nele tudo subsiste". Colossenses 1: 16,17. "Sem Ele nada do que foi feito se fez". João 1: 3. Quando o registro declara que em seis dias DEUS fez os céus e a terra, significa DEUS em CRISTO, pois CRISTO é a única manifestação de DEUS conhecida aos homens. Portanto, também sabemos que deve ter sido CRISTO que des­cansou no sétimo dia, após completar a obra da Criação, e que foi CRISTO que abençoou o sétimo dia, e o santifi­cou. Assim, o dia de sábado é um enfático senso do "Dia do SENHOR". Apocalipse 1: 10.

Por que o sábado foi feito? "O sábado foi feito por causa do homem". Marcos 2: 27. É para ele, no sentido que é não é contra ele. Não se trata de algo arbitrário imposto ao homem,--algo para ele observar sim­plesmente porque DEUS assim diz--mas algo que lhe é dado para sua ajuda. É uma bênção que DEUS lhe concedeu. Está entre "as coisas que conduzem à vida e à piedade" (II Pedro 1: 3), concedidas a nós por Seu divino poder.

Por que foi o sábado concedido? O SENHOR, mediante o profeta, oferece a resposta nestas palavras: "San­tificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o SENHOR vosso DEUS". Ezequiel 20: 20. Um sinal é uma marca pela qual as pessoas devem conhecer a DEUS. Portanto, não há lugar para supor que o sábado foi simplesmente para o propósito de distinguir os judeus das outras pessoas. Foi feito antes de que os judeus tivessem existência. Foi para que pudessem conhecer a DEUS; e aquilo que serviria para fazê-los conhecer a DEUS serviria ao mesmo propósito para todas as demais pessoas. Foi dado a Adão no princípio para o mesmo propósito,--a fim de que ele conhecesse a DEUS e se lembrasse Dele.

Mas como o sábado seria um sinal de que os homens conheceriam a DEUS? A resposta a isto é encontrada na epístola aos romanos: "Porquanto o que de DEUS se pode conhecer é manifesto entre eles, porque DEUS lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de DEUS, assim o Seu eterno poder como também a Sua pró­pria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coi­sas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis". Romanos 1: 19,20. Temos somente que lembrar de algumas das coisas notadas nas páginas precedentes para ver como DEUS é conhecido por Suas obras.

Contudo, novamente surge a pergunta: Como o sábado nos faz conhecer o verdadeiro DEUS? Ora, aca­bamos de ler que o eterno poder e divindade do Criador são vistos das coisas que Ele criou, e o sábado é o grande memorial da Criação. O SENHOR descansou no sétimo dia, após os seis dias da Criação, e abençoou e santificou o dia, porque nele havia descansado de todas as Suas obras. Assim, lemos: "Grandes são as obras do SENHOR, consideradas por todos os que nelas se comprazem. Em Suas obras há glória e majestade, e a Sua justiça permanece para sempre. Ele fez memoráveis as Suas maravilhas; benigno e misericordioso é o SENHOR". Algumas versões traduzem mais literalmente: "Ele fez um memorial para as Suas maravilhosas obras". Salmo 111: 2-4.

A única coisa necessária para o homem aprender nesta vida é DEUS. O poeta pode nos dizer que o estudo apropriado da humanidade é o homem; mas o SENHOR nos diz que o estudo apropriado da humanidade é DEUS.

"Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o SENHOR, e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o SENHOR". Jeremias 9: 23,24. Ao conhecê-Lo nós temos tudo quanto vale a pena conhecer, pois Ele é a verdade, e toda a verdade. JESUS CRISTO é a sabedoria de DEUS, e Nele estão contidos "todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento". Colossenses 2: 3.

O sábado tem o propósito de termos em mente o poder criativo de DEUS, que é Sua característica distinti­va. Mas o poder criativo é o poder do evangelho, de modo que aquilo que celebra a Criação também celebra a redenção. CRISTO é o Redentor, porque Nele todas as coisas foram criadas. Ele concede a graça de DEUS aos ho­mens por Seu poder criador. O poder que salva os homens é o poder que criou os céus e a terra. Assim, quando o salmista declara que o SENHOR estabeleceu um memorial para as suas maravilhosas obras, acrescenta imediatamen­te: "Benigno e misericordioso é o SENHOR". Em CRISTO a graça do PAI é revelada. "E o verbo Se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do PAI". João 1: 14. Ele concede a Sua graça, que oferece ajuda em tempo de necessidade, pelo mesmo misterioso e extraordi­nário poder pelo qual Ele criou a terra; pelo mesmo poder pelo qual os raios do sol transmitem vida às plantas da terra.

Notem quão inseparavelmente CRISTO está ligado ao sábado. É por meio Dele que todas as coisas são criadas, e são todas mantidas. Mas as obras de DEUS revelam o Seu eterno poder e Divindade; e CRISTO é o poder de DEUS, e Nele habita toda a plenitude da Divindade corporalmente. Portanto, as obras da criação revelam o poder e divindade do SENHOR JESUS CRISTO. O sábado é o grande memorial das maravilhosas obras de DEUS em CRISTO, e assim é o grande sinal da divindade de CRISTO. Observar o sábado como DEUS designou por ocasião da Criação é reconhecer a divindade de CRISTO. Na medida em que a pessoa deixa de observar o sábado do SENHOR em espírito e em verdade, falha em reconhecer a divindade de CRISTO, e em receber o benefício que deriva do fato de Sua divindade.

Isso é indicado nas palavras de CRISTO aos fariseus que injustamente O acusavam e a Seus discípulos de quebrantarem o sábado, porque satisfaziam sua fome nesse dia, e devido a que curara um homem no sábado. Dis­se Ele: "O Filho do homem é SENHOR até do sábado". Mateus 12: 8. Não é de pouca monta o fato de ser Ele o SENHOR do sábado. Ser SENHOR do dia de sábado significa que Ele é o Criador dos céus e da terra--que é SENHOR de tudo.

Há uma bênção especial ligada ao sábado. É verdade que muitos que professam observar o sábado não recebem essa bênção; mas isso se dá porque realmente não O conhecem. A declaração da Escritura é de que DEUS abençoou o sétimo dia, e o santificou. Ele abençoou o dia. Não há dia da semana em que os homens possam não ser abençoados pelo SENHOR. Na verdade, tanto bons quanto maus são igualmente objetos das bênçãos de DEUS cada dia. Não somente assim, mas os que buscam o SENHOR podem encontrar bênçãos especiais a qualquer época. O SENHOR está sempre perto, e sempre Se dispõe a abençoar; mas há uma bênção que acompanha o dia de sábado e que não pode ser achada em nenhum outro lugar. É a bênção sabática. DEUS colocou a Sua bênção sobre o sába­do, e a bênção sabática somente acompanha o sábado. Ninguém pode encontrar algo onde tal não exista. A bênção sabática não foi colocada sobre nenhum dia, exceto o sétimo; portanto, não pode ser encontrada em nenhum outro lugar.

Para que é essa bênção?--É para o mesmo propósito por que todas as bênçãos de DEUS são concedidas. "Tendo DEUS ressuscitado ao Seu Servo, enviou-O primeiramente a vós outros para vos abençoar, no sentido de que cada um se aparte das suas perversidades". Atos 3: 26. DEUS abençoa os homens, não porque são bons, mas a fim de que possam tornar-se bons. Todas as Suas bênçãos têm o propósito de afastá-los do pecado para vol­verem-se a Ele. Se os homens conhecem o SENHOR, então as bênçãos que Ele concede têm o propósito de atraí-los para mais próximo Dele ainda. Assim se dá com o sábado. É para volver os homens a DEUS, lembrando-os de Sua bondade e gracioso poder. O poder da Criação é o poder de CRISTO. CRISTO é de DEUS, "feito para nós sabedoria, e justificação, e santificação, e redenção". O poder pelo qual Ele nos dá essas coisas é o poder pelo qual criou os mundos. Portanto, encontramos um sentido mais profundo nas palavras do SENHOR. "Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o SENHOR que os santifica". Ezequiel 20: 12. A bênção do sábado é a bênção da santificação. Sendo o sábado o memorial da Cria­ção de DEUS, deve fazer-nos conhecer o poder de DEUS para nos tornar inteiramente novas criaturas em CRISTO.

Não se perca de vista que o sábado foi dado ao homem no Éden, antes que o pecado entrasse no mundo. Trabalho foi confiado a Adão, mas não era um trabalho cansativo. O trabalho não faz parte da maldição, mas o cansaço do trabalho sim. Não foi senão depois da queda que foi dito a Adão: "Maldita é a terra por tua causa: em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado: porque tu és pó e ao pó tornarás". Gênesis 3: 17-19. Tudo isso se deu porque ele havia pecado. Se tivesse se mantido leal a DEUS, a terra teria produzido abundantemente apenas o que é bom, e o trabalho teria se revelado um prazer. Contudo, o sábado teria sido observado, não como um descanso para o corpo, que jamais se faria cansado, mas como um período de deleitosa comunhão com DEUS.

Uma lição prática pode ser aprendida neste ponto a respeito da legislação sabática. Se o sábado fosse meramente para o propósito de dar aos homens repouso físico, a fim de que pudessem ser capazes de começar o empenho por riqueza mais decididamente na semana seguinte, seria possível que o governo requeresse que todos os homens observassem o sábado. Mas sendo que o repouso do sábado é de caráter espiritual, patenteia-se a im­possibilidade de se obrigar quem quer que seja a observar o dia de repouso. As coisas espirituais pertencem ao ESPÍRITO de DEUS. O repouso sabático, sendo espiritual, é o repouso que somente o ESPÍRITO de DEUS pode conce­der, e o ESPÍRITO de DEUS não está sujeito a atos do parlamento, ou decretos de tribunais. Embora o sétimo dia, o dia que o próprio SENHOR abençoou e santificou, fosse o dia buscado para ser imposto, o resultado seria o mesmo. DEUS não se vale de compulsão, e Ele não autorizou homem nenhum ou qualquer corpo de homens a empregá-lo em Seu lugar. O sábado é para o homem; é a maior bênção que DEUS tem para o homem. É o que lhe mostra o poder pelo qual pode ser salvo. Obrigar os homens, portanto, a observar o sábado seria o mesmo que obrigá-los a serem salvos. CRISTO declara que ele atrairia a Si todos os homens, mas não os obriga a vir. Ele é o Bom Pastor; como tal vai à frente das ovelhas, e as conduz por Sua voz, mas não as força com uma vara.

Está claro que a mera restauração corporal não é o objetivo do dia de sábado, e que apenas abster-se de tarefas físicas não constitui absolutamente a essência da observância sabática. Contudo, a cessação integral de to­das as nossas obras, seja da espécie que for, está implícita no sétimo dia. Isso não só com o fito de nos conceder tempo para contemplar as obras de DEUS sem interrupção, mas para causar uma lição muito necessária de confian­ça em DEUS. Ao cessarmos todos os nossos labores pelos quais conseguimos os meios para viver, é-nos lembrado o fato de que DEUS nos supre não somente bênçãos espirituais, mas também as necessidades temporais. Portanto, reconhecemos que, ainda que em obediência ao Seu mandamento trabalhemos pelo nosso pão diário, dependemos tanto Dele quanto se nada fizéssemos.

Um entendimento apropriado do sábado e de seu objetivo, portanto, para sempre descartaria a indagação que freqüentemente surge nas mentes das pessoas convencidas de que devem obedecer a DEUS na questão da ob­servância sabática. A questão é--"Se tenho que observar o sétimo dia, como obterei o meu sustento? Certamente perderei o meu posto, e sendo que comparativamente poucas pessoas observam esse dia, e é o principal dia de negócios da semana, não terei condições de encontrar emprego. O que posso fazer?" Digo que uma pergunta des­sas jamais será formulada por alguém que conhece a natureza e objetivo do sábado. Ele saberá que o próprio sá­bado oferece a resposta. A própria idéia da observância do sábado é de perfeita confiança em DEUS, cujo poder trouxe o universo desde o nada, e o sustém, e cujo amor por Suas criaturas é igual a Seu poder de lhes fazer bem.

Responderá também à indagação, ou melhor, impedirá que seja suscitada, sobre se um homem deve num caso extremo trabalhar no sábado na lavoura, quando esta parece ser a única esperança de garantir a safra. Ele saberá que o DEUS que pode fazer o milho crescer, é plenamente capaz de protegê-la, ou fazer ampla provisão para ele doutro modo se a colheita tiver que ser destruída. Mas todos entenderão que a perfeita observância do sábado é coerente com a concessão de todo cuidado necessário aos afligidos; pois o próprio sábado nos faz lem­brar que DEUS é "misericordioso e compassivo".


O REPOUSO QUE PERMANECE


"Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de DEUS, suceda parecer que algum de vós tenha falhado. Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé, na­queles que a ouviram. Nós, porém, que cremos, entramos no descanso; conforme DEUS tem dito: Assim ju­rei na Minha ira: Não entrarão no Meu descanso, embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo. Porque em certo lugar assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou DEUS, no sétimo dia, de todas as obras que fizera. . . Portanto, resta um repouso para o povo de DEUS. Porque aquele que entrou no descanso de DEUS, também ele mesmo descansou de suas obras, como DEUS das Suas." He­breus 4: 1-10.

O repouso que é aqui referido evidentemente se trata do repouso que resta ao povo de DEUS no reino e­terno de Nosso SENHOR e Salvador JESUS CRISTO. É o repouso na terra feita nova, que os antigos judeus não obtive­ram devido à descrença. O que eles receberam na terra de Canaã constituía somente uma sombra do descanso real que DEUS lhes prometeu. O mesmo evangelho do Reino que nos é pregado, foi primeiro pregado a eles. Mas o que tem o sétimo dia a ver com esse repouso eterno no reino de DEUS? Veremos.

O sábado é o memorial da Criação, como vimos. Mas não nos esqueçamos que o sábado foi dado no tempo em que "Viu DEUS tudo quanto fizera, e eis que era muito bom". Assim, o sábado comemora a Criação perfeita. Lembra-nos de que a terra não esteve sempre na condição em que agora a vemos. Então, uma vez que nenhuma palavra de DEUS pode falhar, e todo propósito será levado a cabo, assim como tão certamente o sábado nos lembra uma Criação perfeita completada para ser a habitação do homem, ele nos assegura que a terra será renovada e adequada para a habitação daqueles que serão preparados para a herança dos santos na luz.

"Envergonhar-se-ão, e serão confundidos todos eles; cairão à uma em ignomínia os que fabricam ídolos. Israel, porém, será salvo pelo SENHOR com salvação eterna; não sereis envergonhados nem confundi­dos em toda a eternidade. Porque assim diz o SENHOR que criou os céus, o único DEUS, que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a fez para ser um caos, mas para ser habitada; Eu sou o SENHOR e não há outro". Isaías 45: 16-18.

DEUS fez a terra, e colocou o homem nela. Quando o homem foi criado, ele era reto; portanto DEUS in­tenciou que a Terra fosse habitada por uma raça de seres perfeitos. A esses seres ele concedeu o sábado para que pudessem ter em mente o seu Criador, e assim retivessem sua perfeição. Essa perfeição não era meramente de caráter físico, mas também espiritual. O homem, em perfeição de caráter, foi criado à imagem de DEUS. Assim ele devia observar o sábado, como um recordativo da perfeição espiritual que havia recebido de DEUS, e isso po­dia ser preservado por Ele somente. Agora é a essa condição perfeita que o SENHOR irá restaurar a Terra, e medi­ante o evangelho está preparando um povo perfeito para habitar na Terra restaurada. Conquanto o homem tenha caído, e a Terra haja sido contaminada, o sábado ainda permanece um fragmento do Éden, tanto como uma recor­dação ao homem do que DEUS preparou no princípio, como também um meio de soerguê-lo àquela elevada posi­ção, de modo que pudesse desfrutá-la quando fosse restaurado.

O descanso que permanece, portanto, é a Terra renovada e o Éden restaurado. As obras foram termina­das desde a fundação do mundo. Isto quer dizer que tão logo a Terra foi criada, deu-se o repouso do homem. Ao homem foi dada uma obra a cumprir, mas não era um trabalho exaustivo. Uma tradução estritamente literal de Gênesis 2: 14 seria a de que DEUS levou o homem a descansar no jardim que havia plantado. Ele deu ao homem descanso na terra que estava pronta para o seu desfrute. A prova disso é encontrada nas palavras "E DEUS des­cansou no sétimo dia de todas as Suas obras".

Assim, o sábado foi concedido ao homem como um sinal de que ele devia repousar por toda a eternidade com o SENHOR. Isto é, ele devia desfrutar repouso espiritual,--perfeita liberdade de todo pecado.

Durante os seis dias, DEUS havia estado pronunciando as palavras que trouxeram a terra a sua condição perfeita. Então Ele descansou. Cessou de falar, e Sua palavra, que vive para sempre, continuou a suster aquilo que havia criado. Assim DEUS descansou sobre Sua palavra. Ele podia descansar da obra da Criação em perfeita confiança de que a Sua palavra sustentaria o universo. Assim, quando observamos o sábado do SENHOR, simples­mente tomamos o descanso que deriva de nos ajustarmos às promessas de DEUS.

Destarte é que "nós, porém, que cremos, entramos no descanso". E aquele que entrou no descanso, cessou também de suas próprias obras, assim como DEUS o fez quanto às Suas. Antes que os homens aceitem ple­namente a simples palavra do SENHOR, tudo deriva do eu. As obras da carne são apenas pecado; e conquanto os homens professem servir a DEUS, e tenham ansioso desejo de fazer o certo, suas próprias obras nesse propósito são fracassos. "Todas as nossas justiças [são] como trapo de imundície". Isaías 64: 6. Mas quando reconhece­mos o poder da palavra de DEUS, e sabemos que é capaz de edificar aqueles que nela confiam, então deixamos nossas próprias obras e permitimos que DEUS opere em nós, tanto o querer quanto o fazer segundo Lhe apraz. Assim, todas as nossas obras são operadas Nele, e elas são justas. Isso é realmente repouso. O repouso que pro­vém quando reconhecemos que a salvação não procede de nós mesmos, mas da palavra que fez os céus e a terra, e que os sustém, é o repouso que o sábado nos traz quando é observado como o SENHOR determina.

Observem que devemos lembrar-nos do dia de sábado para o santificar. É santo, e assim devemos ob­servá-lo. Não devemos torná-lo santo, pois isso seria impossível; somente DEUS poderia fazê-lo. Nenhum ato nos­so pode acrescentar-lhe santidade ou diminuí-la. Nem devemos tornar-nos santos de modo a observá-lo apropria­damente. Isso não poderíamos fazer. Mas o mesmo poder que santificou o dia de sábado nos santificará. Esse poder é o poder que criou o universo. É o poder criador pelo qual devemos ser santificados, pois CRISTO é o Cria­dor, e Ele nos é feito sabedoria, e justificação, e santificação, e redenção. DEUS nos concedeu o sábado,--memori­al de Seu poder criador,--a fim de que soubéssemos que Ele é o DEUS que nos santifica.

Este é o repouso que CRISTO concede a todos que vão a Ele. Diz Ele: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas". Mateus 11: 28,29. Devemos ir e descansar sobre a palavra que sustém o universo. É isso que representa o sábado. Celebra a Criação, mas a re­denção é simplesmente o poder que cria todas as coisas, operando para restaurá-las. Assim, o sábado assinala as mais elevadas consecuções do evangelho.

Temos visto que o sábado foi dado no Éden, e que é uma parte do repouso sobre que DEUS entrou. Quan­do observado em espírito e em verdade, é um pedaço do Éden preservado a nós, através de todas as mudanças operadas pela maldição. E como DEUS não criou a Terra em vão, mas formou-a para ser habitada pela mesma classe de pessoas que Ele primeiramente nela colocou, assim haverá ainda de ser. Portanto, o sábado não é apenas uma porção do Éden original preservado a nós, mas é também idêntico àquele repoouso que será desfrutado pelos santos de DEUS através da eternidade. O céu começa verdadeiramente sobre a Terra para aqueles que aceitam ple­namente o Salvador, e que a Ele se entregam sem reservas. O sábado--um fragmento do paraíso--sobrepõe-se ao abismo entre o Éden perdido e o Éden restaurado, e sendo o memorial do primeiro, é a proposta do segundo.

Não é, pois, o sábado um deleite de verdade? Pode alguém que compreende o que ele significa conside­rá-lo sob qualquer outra luz que não a de uma bênção? O homem de DEUS nos ofereceu um cântico para o dia de sábado, no qual mostra como deve ser considerado e o que deve fazer por nós. "Bom é render graças ao SENHOR, e cantar louvores ao Teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a Tua misericórdia, e, durante as noites, a Tua fidelidade, com instrumentos de dez cordas, com saltério, e com a solenidade da harpa. Pois me alegraste, SENHOR, com os Teus feitos; exultarei nas obras das Tuas mãos". Salmo 92: 1-4. Devemos ser fortes no SENHOR, e no poder de Sua força. Devemos ser vencedores "mediante Aquele que nos amou". Assim, quando estamos cercados pela tentação, temos somente que pensar no poder de DEUS,-- o poder que fez os mun­dos a partir do nada,--e sabe que será exibido para nossa libertação se apenas o aceitarmos. Nada é demasiado di­fícil para o SENHOR, e nada existe capaz de detê-Lo. Todas as hostes de Satanás não têm poder quando empenhadas numa disputa com o SENHOR. CRISTO despojou "os principados e potestades". Colossenses 2: 15. Assim, quando descansamos nesse poder, a vitória já foi obtida. As coisas que DEUS fez nos lembra de Seu poder, e assim triun­famos nas obras de Suas mãos. Essa gloriosa vitória é o que o sábado tem intenção de trazer-nos.

Destarte, assim como o sábado é o sinal de uma Criação perfeita, é o selo de uma nova criatura em CRISTO. É, pois, o selo de DEUS, ministrado pelo ESPÍRITO de DEUS. Sendo que procedeu do Paraíso, e é parte do des­canso do Paraíso, demonstra-nos que aqueles que o observam em espírito (não meramente em forma) são, median­te o extraordinário poder de DEUS, destinados a um lugar no Paraíso. E assim se dará que nas eras infindáveis por vir, quando o Éden for restaurado, toda carne se reunirá de um sábado a outro a adorar ao SENHOR, cujo amor e poder e bondade em CRISTO nos foram concedidos para compartilhar as glórias de Sua presença. E ao se reunirem naqueles triplamente abençoados dias de sábado, entoarão:


"Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graça". Apocalipse 5: 12,13.


Mas a hoste redimida não estará só em seus louvores. Todas as obras de DEUS O louvam mesmo agora, com gemidos, e esperando pela redenção; mas então, quando todo traço da maldição tiver sido removido, e o evangelho tiver trazido de volta a Criação original, "toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar" em perfeita união, como se numa só voz, proclamarão: "Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graça, e honra, e glória, e poder para todo o sempre". Apoca­lipse 5: 12, 13.


O EVANGELHO DA CRIAÇÃO - E. J. Waggoner




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